O Tribunal de Justiça de Santa Catarina deu prazo de 24 horas para a retomada dos serviços públicos de Florianópolis, afetados pela greve da categoria desde a última quinta-feira (23).
A decisão foi publicada na tarde desta quinta (30), uma semana após o fim do movimento, que foi decretado ilegal. Segundo o comunicado, os grevistas fazem reivindicações inconstitucionais e abusivas, e descumprem acordos firmados anteriormente com o órgão municipal.
Segundo a prefeitura, a justiça reconheceu o pedido do município pela ilegalidade e o prejuízo que o movimento traz à população de Florianópolis. De acordo com levantamento feito pelo órgão, o Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos Municipais de Florianópolis já promoveu 12 greves nos últimos nove anos, causando transtornos no dia a dia das pessoas, especialmente daquelas que dependem exclusivamente da rede pública. Desta forma, foi exigido o retorno dos serviços nesta sexta, porém, é feriado e a normalidade só deve ocorrer na segunda (4), se o Sintrasem encerrar o movimento.
“O sindicato está cobrando da Prefeitura a adoção de medidas que são ilegais sob o ponto de vista constitucional, além de abusivas. Já garantimos uma série de benefícios às demandas apresentadas pela categoria, incluindo a recomposição da inflação, pautada na data-base, mas não podemos continuar o diálogo até que todos os profissionais estejam de volta ao trabalho”, afirma o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto. O Prefeito reforçou também que há um concurso aberto na prefeitura, para mais de 40 cargos, incluindo auxiliares de sala, monitores e bibliotecários.
Essa foi a segunda ação oficial tomada nesta semana contra os grevistas. Na última segunda-feira (27), a prefeitura declarou desconto no salário dos servidores que faltaram sem justificativa desde o início do movimento. Nesta sexta, foi decretada a ilegalidade da greve e reconhecido o direito do município de desconto, a não ser que análises futuras identifiquem que o movimento foi provocado por conduta ilícita do poder público.
A reportagem do Portal TVBV Online entrou em contato com o Sintrasem em busca de um posicionamento oficial, mas não obteve retorno até o momento do fechamento desta matéria.


