
Um homem suspeito de envolvimento nas mortes dos quatro jovens mineiros na Grande Florianópolis foi preso na quarta-feira (26). Ele foi localizado no distrito de Icoaraci, em Belém, no Pará. O grupo de amigos desapareceu em 28 de dezembro e foi encontrado morto em uma vala em 3 de janeiro.
Um mandado de busca e apreensão também foi cumprido pela Polícia Civil do Pará no endereço do investigado. O crime ocorreu após os jovens passarem por sessões de tortura durante horas. Eles foram equivocadamente identificados como integrantes de uma organização criminosa rival à qual o homem preso pertence.
O investigado foi localizado no bairro Maracacuera e conduzido à sede da Divisão de Homicídios. O trabalho foi realizado em ação integrada com a Polícia Civil de Santa Catarina. O homem é suspeito pelo sequestros, homicídios e ocultação de cadáveres.
Segundo a corporação catarinense, ele possuía participação no tráfico de drogas na comunidade Chico Mendes, em Florianópolis. As investigações indicam que ele teve contato com as vítimas em seus últimos momentos na comunidade, fugindo para o estado do Pará poucos dias após o crime.
No dia 16 de janeiro, outro suspeito de envolvimento na morte dos jovens mineiros foi morto em confronto com a polícia em Navegantes. O homem foi identificado como Antonio Anderson da Silva de Oliveira, de 30 anos, conhecido pelo apelido de “Tio Sam”. Tio Sam, suspeito de envolvimento na morte dos mineiros na Grande Florianópolis, foi morto em confronto com a polícia.
Ele atuava a mando do PGC (Primeiro Grupo Catarinense). A Polícia Civil afirma que ele acumulava um extenso histórico criminal, com condenações por homicídio e tráfico de drogas, tendo cumprido quase dez anos de prisão.
Os jovens desaparecidos haviam se mudado para Santa Catarina há quatro meses em busca de oportunidades de trabalho. Embora residissem em São José, as investigações apontam que o último paradeiro confirmado foi no Centro de Florianópolis.
Câmeras de monitoramento registraram o momento em que dois deles estavam em frente a um edifício residencial no bairro Barreiros, em São José. Segundo informações do tenente-coronel Cláudio Boeing ao programa Cidade Alerta Santa Catarina, um dos jovens ligou para um amigo do condomínio na madrugada de domingo, convidando-o para um bar no Centro da Capital.
Outro integrante do grupo, Bruno Máximo da Silva, teria trocado mensagens com uma mulher pelas redes sociais afirmando que estava “muito bêbado” e que iria à praia do Campeche para ver o nascer do sol, convidando-a para ir ao local. Desde então, não houve mais contato.
O alerta sobre o sumiço ocorreu quando um deles faltou ao trabalho. Além disso, Bruno não contatou a família no aniversário do filho mais velho celebrado em 29 de dezembro.
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