sexta-feira, 20 de março de 2026
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Júri Popular de Camila Pereira: Novo Julgamento pelo Homicídio de Gustavo Sagaz

Redação Notícias Floripa
Redação Notícias Floripa EM 19 DE MARçO DE 2026, ÀS 16:56
Casal posando para a foto em um ambiente interno, com música visível ao fundo.
Foto: Redes sociais/Reprodução/ND" width="1200" height="700" srcset="https://static.ndmais.com.br/2024/11/camila-fernanda-franca-pereira-empresario-gustavo-sagaz-morto-facadas-florianopolis-1.jpg 1200w, https://static.ndmais.com.br/2024/11/camila-fernanda-franca-pereira-empresario-gustavo-sagaz-morto-facadas-florianopolis-1-800x467.jpg 800w, https://static.ndmais.com.br/2024/11/camila-fernanda-franca-pereira-empresario-gustavo-sagaz-morto-facadas-florianopolis-1-768x448.jpg 768w, https://static.ndmais.com.br/2024/11/camila-fernanda-franca-pereira-empresario-gustavo-sagaz-morto-facadas-florianopolis-1-320x187.jpg 320w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /> - Júri Popular de Camila Pereira: Novo Julgamento pelo Homicídio de Gustavo Sagaz

Camila Fernanda Franca Pereira é acusada de matar o empresário Gustavo Sagaz, de 34 anos, e passa por um novo júri popular nesta quinta-feira (19), após ter sido absolvida no primeiro julgamento realizado em 2024. O empresário foi encontrado morto na praia do Moçambique, em 29 de agosto de 2023, após um dia desaparecido. A investigação concluiu que ele foi sedado antes de levar 36 facadas. Camila era esposa da vítima.

Segundo o TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), o júri começou às 9h e deve durar até às 23h. Uma testemunha foi ouvida pela manhã e outras quatro devem passar pelo tribunal até a noite.

Camila foi acusada por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima) e por ocultação de cadáver, já que o corpo de Gustavo foi descartado em uma área de vegetação. Por quatro votos contra três, o júri entendeu que ela foi a responsável pelo homicídio, mas a absolveu pelo crime. No julgamento que durou 14 horas, eles votaram três requisitos: Primeira quesito: o crime ocorreu e Gustavo foi esfaqueado até a morte – 4 votos favoráveis, zero votos contrários. Segunda quesito: Camila é a autora das facadas – 4 votos favoráveis, 2 votos contrários. Terceiro quesito: Camila deve ser condenada pelo crime – 4 votos contrários, 3 votos favoráveis. Decisão: Camila não cumprirá pena pelo crime.

Conforme o advogado de defesa, Alessandro Marcelo de Sousa, a reviravolta do julgamento ocorreu no momento em que Camila foi dar seu depoimento. Entre 15h e 16h, o plenário foi esvaziado e ficaram na sala de julgamento apenas os jurados, os advogados, o juiz e a acusação. Camila relatou que, enquanto estava presa preventivamente, no decorrer do processo, ela teria recebido ameaças de morte, vindas de agiotas, para não revelar o verdadeiro culpado. Ela justificou, por temer pela própria vida, não revelaria o nome de quem seria o culpado. Esses elementos foram relevantes e, com certeza, influenciaram na decisão dos jurados, declarou Sousa.

A promotoria recorreu da decisão do Tribunal do Júri por entender que foi contrária à prova dos autos e o novo julgamento foi marcado. O caso do empresário morto a facadas tem novos desdobramentos com o novo júri popular.

Gustavo Sagaz foi encontrado morto na praia do Moçambique, em 29 de agosto de 2023, e Camila comunicou o desaparecimento do empresário assassinado no dia seguinte. No entanto, a investigação apontou que Camila era a principal suspeita pela morte e a prendeu em setembro de 2023. A filha do casal, de três anos, viu o pai ser agredido pela mãe nas coxas com um pau semelhante a um metal.

A investigação aponta que Camila não teria capacidade física para carregar o corpo até a praia, e a suspeita é de que teve ajuda. A conclusão da Justiça é de que Camila teria matado o próprio marido para conseguir o valor do seguro de vida e para ficar com os bens e a empresa do casal, o que teria gerado desentendimentos no casal.

Redação Notícias Floripa
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