
Mais cidades catarinenses anunciaram a declaração de situação de emergência por conta da crise no preço da cebola. Além de Ituporanga, que é a capital nacional da produção do alimento, outros municípios do Alto Vale e regiões diferentes também reportaram dificuldades após o preço por quilo ao agricultor ter caído pela metade em comparação ao ano anterior.
Decretos de Emergência nas Cidades
Atalanta, Chapadão do Lageado, Imbuia, Alfredo Wagner, Leoberto Leal e Lebon Régis publicaram seus decretos na semana passada. As prefeituras destacam que a economia de suas localidades está fortemente ligada à produção da cebola e, com a baixa nos preços, a rentabilidade dos agricultores familiares está sendo severamente impactada.
Medidas para Ajudar os Produtores
Com a publicação dos decretos, os governos municipais estão autorizados a adotar medidas excepcionais para assistir os produtores. Entre as ações estão a reavaliação de prazos, a ajuda na obtenção de linhas de crédito e a negociação de dívidas.
Um levantamento técnico revelou que o custo médio de produção da cebola, incluindo mudas, defensivos, máquinas e mão de obra, é de R$ 1,33 por quilo. Contudo, na última safra, o preço pelo qual os agricultores vendem o produto ficou em torno de R$ 1,20.
A expectativa era que o preço ideal fosse de R$ 2 por quilo, de acordo com Volmir Borssatto, engenheiro agrônomo de Ituporanga. Para ele, esse valor é necessário para cobrir os custos e ainda permitir investimentos na atividade.
Este ano, aproximadamente 158 mil toneladas de cebola foram colhidas em Ituporanga. Com a perspectiva da chegada da cebola argentina ao mercado brasileiro em março, a situação preocupa, pois o preço baixo aqui pode reduzir a importação do produto.
Em âmbito nacional, SC é responsável por cerca de 40% da cebola que abastece o Brasil, com 30% da produção oriunda do Alto Vale do Itajaí e10% especificamente de Ituporanga. A crise no preço da cebola deve continuar a afetar tanto a economia local quanto os agricultores.