O que este artigo aborda:
- Memorial na UFSC é depredado ao menos três vezes
- Placa arrancada e período da depredação
- Câmeras da UFSC e imagens ainda não liberadas
- Homenagem fixa e calendário acadêmico
- Crime na trilha da Praia do Matadeiro e laudo pericial
- Reação pública e pedidos por segurança
Memorial na UFSC é depredado ao menos três vezes
O memorial Catarina Kasten UFSC foi depredado pelo menos três vezes nas últimas semanas, com a placa “Justiça por Catarina Kasten: Basta de feminicídio!” arrancada em episódios distintos. O espaço fica em frente ao CCE (Centro de Comunicação e Expressão) da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), em Florianópolis.
A placa foi encontrada no chão em duas ocasiões e desapareceu na terceira, segundo relato da direção do CCE. O caso entrou na agenda pública enquanto a Justiça avança para a fase de produção de provas.
Placa arrancada e período da depredação
O diretor do CCE, Sérgio Romanelli, afirma que a placa Justiça por Catarina Kasten arrancada se repetiu em ao menos três episódios. Ele aponta que os atos ocorreram no fim da tarde ou à noite, entre 18 e 22 de janeiro.
No entorno do memorial, estudantes, professores e amigos plantaram um jardim e mantêm rotina de cuidado, com rega diária. A placa foi confeccionada pelos próprios estudantes e instalada no centro do pequeno jardim.
Câmeras da UFSC e imagens ainda não liberadas
O ponto é monitorado por câmeras de segurança. Romanelli relata que solicitou à SSI (Secretaria de Segurança Institucional) da UFSC os registros para verificar a depredação do memorial entre 18 e 22 janeiro, sem retorno até o momento.
A obtenção das imagens é tratada como etapa relevante para identificar autoria e esclarecer a sequência de danos ao memorial em frente ao CCE.
Homenagem fixa e calendário acadêmico
A direção do CCE projeta que a UFSC construa uma homenagem fixa a Catarina Kasten antes do início das aulas, previsto para março. A medida foi apresentada como forma de consolidar o memorial e reduzir vulnerabilidades após a repetição de danos.
Nesta quinta-feira (5), foi anunciado que o caso Catarina Kasten avança na Justiça para a fase de produção de provas, e que as testemunhas serão ouvidas a partir de 11 de março.
Crime na trilha da Praia do Matadeiro e laudo pericial
Catarina Kasten, de 31 anos, foi assassinada na manhã de 21 de novembro de 2025 enquanto percorria a trilha da Praia do Matadeiro, no Sul de Florianópolis, a caminho de uma aula de natação. O corpo foi encontrado horas depois por turistas, em uma área de difícil acesso no início da trilha.
O autor confesso, Giovane Correa Mayer, de 21 anos, foi preso no mesmo dia. A Polícia Militar relata que ele admitiu a autoria e disse ter usado drogas antes do ataque; a prisão em flagrante foi convertida em preventiva no sábado (22).
Laudo da Polícia Científica apontou que a causa da morte foi asfixia por estrangulamento, possivelmente com o uso de um cadarço ou barbante, e indicou sinais de violência sexual ainda pendentes de confirmação por exames complementares. Giovane também é investigado por outro estupro ocorrido em 2022, no Sul da Ilha.
Reação pública e pedidos por segurança
A morte de Catarina gerou comoção e protestos em Florianópolis. Manifestantes refizeram o trajeto que ela costumava fazer e atos também ocorreram na UFSC, reunindo familiares, colegas e movimentos estudantis.
As mobilizações reforçaram pedidos por mais segurança em Florianópolis e pelo enfrentamento da violência de gênero. O memorial em frente ao CCE permaneceu como ponto de referência dessas cobranças após os episódios de vandalismo.