
O que este artigo aborda:
- Indiciamento na Praia Brava avança após pedido de internação
- Imagens de câmeras e a madrugada de 4 de janeiro
- Moletom e boné entram no conjunto de evidências
- GPS e software francês no rastreamento do suspeito
- Medida socioeducativa e celulares apreendidos
- O que a defesa contesta
Indiciamento na Praia Brava avança após pedido de internação
A morte do cão Orelha, que vivia há mais de 10 anos na Praia Brava, em Florianópolis, teve novo desdobramento nesta terça-feira (3), após a Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) concluir diligências e registrar pedido de internação de um adolescente indiciado.
A apuração reúne vestuário, registros de vigilância e dados de geolocalização. A PCSC afirma que moletom e sinal de GPS foram determinantes para vincular o principal suspeito ao episódio.
Imagens de câmeras e a madrugada de 4 de janeiro
A PCSC descreve que o adolescente indiciado aparece em imagens de câmeras de segurança na madrugada de 4 de janeiro, acompanhado de outra adolescente. O registro é tratado como peça central para sustentar a presença do suspeito no perímetro associado ao caso.
Os vídeos foram exibidos pelo Domingo Espetacular, da RECORD, e integraram o conjunto analisado na investigação. O conteúdo foi incorporado como elemento de apoio à linha temporal descrita pela Polícia Civil.
Moletom e boné entram no conjunto de evidências
No recorte apresentado pela PCSC, o adolescente aparece usando um moletom que foi relacionado ao vestuário observado nas imagens. A Polícia Civil aponta que a peça também foi associada ao suspeito no dia em que ele retornou dos Estados Unidos.
Outro item citado é um boné rosa, atribuído ao adolescente. Segundo o relato policial, o objeto teria sido escondido por um familiar na chegada ao aeroporto. No mesmo bloco de informações, a PCSC relata que um familiar tentou explicar o moletom como compra feita no exterior, versão que, conforme a polícia, foi contradita pelo próprio suspeito.
GPS e software francês no rastreamento do suspeito
A PCSC informa que um software francês obtido pelas forças de segurança analisou dados de localização ligados ao suspeito. O cruzamento de registros teria posicionado o adolescente durante o ataque, em um intervalo descrito pela Polícia Civil.
De acordo com a PCSC, o ataque que resultou na morte do cão Orelha na Praia Brava ocorreu a partir das 5h25, quando o adolescente apontado como responsável pela agressão teria saído de um condomínio na Praia Brava, em Florianópolis.
Medida socioeducativa e celulares apreendidos
A PCSC afirma que o pedido de internação do adolescente suspeito foi expedido após a conclusão das diligências. No enquadramento citado pela corporação, a internação é tratada como medida equivalente, em efeito prático, à prisão no sistema adulto.
A investigação ainda aguarda a finalização da extração e análise de dados dos celulares apreendidos. A Polícia Civil diz que a etapa busca reforçar provas já coletadas e identificar eventuais novas informações a serem incorporadas ao inquérito.
O que a defesa contesta
A defesa dos adolescentes responsabilizados, representada pelos advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, sustenta que as informações divulgadas pela PCSC seriam “elementos meramente circunstanciais”, sem força de prova para conclusões definitivas.
Os advogados também afirmam atuar de forma técnica e dizem não ter tido acesso integral aos autos do inquérito. No mesmo posicionamento, atribuem à politização do caso e à pressão por um culpado a intensificação do debate público, criticando o que classificam como investigações frágeis e inconsistentes, com impacto sobre pessoas que consideram inocentes.