
O jornalista e publicitário Plinio Ritter morreu nesta quinta-feira (26), em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. Ele tinha 80 anos e acumulava mais de seis décadas de atuação na comunicação, especialmente no jornalismo político e econômico.
Ritter iniciou a carreira ainda na adolescência, aos 13 anos, entregando jornais no interior do Rio Grande do Sul. Aos 15, passou a participar de concursos e apresentações como declamador.
Em 1961, ingressou oficialmente no jornalismo profissional em uma rádio de Montenegro (RS). Formado em Comunicação Social e Direito, mudou-se para Santa Catarina em 1974, onde construiu a maior parte da trajetória profissional.
Ao longo da carreira, Ritter atuou em diversos veículos de comunicação, incluindo rádios, jornais, televisões e agências de publicidade. Teve passagens pelo Grupo ND, além de emissoras afiliadas a Record. Também participou de projetos em mídia digital e editorial.
Nascido em 12 de maio de 1945, em Montenegro (RS), ele se mudou primeiro para Florianópolis e, em 1979, fixou residência em Chapecó, onde se tornou uma das figuras mais conhecidas da comunicação regional.
Em 1976, fundou o Hora Política, iniciativa voltada à assessoria de comunicação política e articulação parlamentar, que segue ativa há mais de 48 anos. Ao longo da carreira, passou por rádios, jornais, televisões, agências de publicidade, portais de internet e editoras.
Ritter também foi presidente do Clube de Imprensa de Chapecó e recebeu diversas homenagens ao longo da trajetória, incluindo reconhecimento da ACI (Associação Catarinense de Imprensa) pelos 50 anos de atuação no jornalismo profissional — sendo o primeiro jornalista homenageado pela entidade com essa distinção.
No jornalismo político, acompanhou de perto eleições municipais, estaduais e nacionais, além de mediar debates eleitorais em emissoras de televisão. Também cobriu momentos marcantes da política brasileira, como os impeachments dos ex-presidentes Fernando Collor de Mello e Dilma Rousseff, além de posses presidenciais desde o período do regime militar até os governos mais recentes.
Além do trabalho no jornalismo, Ritter teve atuação relevante na vida pública e social de Chapecó. Foi um dos fundadores de entidades locais, colaborou com projetos esportivos e beneficentes e atuou como primeiro assessor de comunicação da Associação Chapecoense de Futebol. Em 2007, participou de ações que ajudaram a fortalecer a permanência do clube.
Com mais de seis décadas de carreira, Plinio Ritter marcou a comunicação no Oeste de Santa Catarina. Também foi idealizador da Maratona da Solidariedade, campanha que se tornou uma das maiores iniciativas de arrecadação de alimentos do país. Até os últimos anos, seguia ativo como comentarista e colunista de política e economia em veículos de comunicação da região.
Informações sobre velório e sepultamento ainda não haviam sido divulgadas até a última atualização desta matéria.
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