A Polícia Federal incluiu Florianópolis na Operação Carga Letal, deflagrada nesta quarta-feira, 7 de outubro de 2026, para atingir um esquema de tráfico internacional de armas com ramificações no Sul.
Segundo a PF, houve cumprimento de mandados em Florianópolis e Porto Alegre, com dois presos. Um deles era considerado foragido da Justiça havia cerca de dez anos.
A ofensiva ocorre poucos dias depois de outra apreensão relevante envolvendo equipes federais ligadas a Florianópolis, o que reforça a pressão sobre rotas usadas para entrada e circulação de armamentos.
Como a operação chegou a Florianópolis
De acordo com a investigação, o grupo seria responsável por abastecer organizações criminosas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
A apuração começou após a Receita Federal identificar dois fuzis escondidos em uma encomenda enviada da Flórida, nos Estados Unidos, com destino a Porto Alegre.
Na fase desta quarta, foram executados três mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva.
- Mandados foram cumpridos em Florianópolis e Porto Alegre
- Dois investigados acabaram presos
- Um alvo estava foragido havia cerca de dez anos

O que já se sabe sobre o esquema
A PF informou que os suspeitos são apontados como operadores do abastecimento de armas para facções e outros grupos criminosos.
O foco da operação é interromper o fluxo de importação ilegal de armamentos, além de mapear outros envolvidos na rede investigada.
A ação foi conduzida pela FICCO de Santa Maria, força integrada que reúne Polícia Federal, PRF, polícia estadual e sistema penal gaúcho.
O caso se conecta a um ambiente de fiscalização reforçada na região. Em 30 de setembro, equipes federais também localizaram armas, munições, droga, eletrônicos e medicamentos em um ônibus de turismo.
- Havia revólver, pistola e submetralhadora
- Também foi apreendido 1 kg de haxixe
- O valor total estimado chegou a R$ 1,6 milhão em mercadorias e materiais retidos
Impacto para Santa Catarina
A presença de Florianópolis na nova ofensiva federal indica que a capital segue no radar de investigações sobre logística, apoio e circulação de cargas ilícitas.
Embora a PF não tenha detalhado endereços ou apreensões específicas na cidade, a continuidade das diligências sugere novas etapas do inquérito.
No curto prazo, o avanço da operação coincide com uma quarta-feira de tempo instável na Grande Florianópolis, com previsão de chuva, o que pode afetar deslocamentos ligados a ações externas.
- A investigação mira a cadeia de fornecimento das armas
- As diligências buscam identificar novos participantes
- O resultado pode abrir desdobramentos em Santa Catarina
Até agora, a informação oficial é de que a operação permanece em andamento e novas medidas não estão descartadas.
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