A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, a Operação Res Publica em Florianópolis e outras cidades de Santa Catarina. O foco é apurar desvios na destinação de veículos públicos federais.
Segundo a investigação, o prejuízo estimado à União chega a R$ 4,4 milhões. A apuração envolve a comercialização irregular de 122 veículos que deveriam cumprir finalidade social.
Em Florianópolis, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. A ação ocorre com apoio da Controladoria-Geral da União e também alcança São José, Palhoça e Campo Grande.
O que a PF diz sobre a operação
De acordo com a operação anunciada às 7h46 desta quarta-feira, a PF investiga doações de bens públicos feitas a uma organização da sociedade civil.
A suspeita é que os veículos tenham sido repassados de forma irregular e, depois, vendidos a terceiros. Isso contrariaria a justificativa social que permitiu as transferências.
Os fatos sob apuração teriam ocorrido entre 2021 e o início de 2023. A investigação aponta possível atuação de dirigentes da entidade, intermediários e agentes públicos.
Além das buscas, a Justiça autorizou medidas de sequestro de bens. O objetivo é preservar patrimônio para eventual ressarcimento aos cofres públicos.
- 11 mandados de busca e apreensão foram expedidos;
- 2 mandados são cumpridos em Florianópolis;
- 5 ocorrem em São José;
- 3 em Palhoça e 1 em Campo Grande.

Como o esquema teria funcionado
A apuração começou após informações enviadas pela CGU. O órgão identificou indícios de irregularidades na transferência de bens federais para uma entidade privada.
Segundo a PF, parte dos valores obtidos com as vendas teria passado por contas pessoais de investigados. Há ainda suspeita de uso desses recursos para compra de patrimônio particular.
A corporação afirma que os mecanismos de responsabilização de entes privados e agentes envolvidos em desvios podem alcançar diferentes esferas, conforme o avanço das apurações.
Os investigados poderão responder por peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme o grau de participação individual apontado no inquérito.
- Veículos públicos teriam sido destinados à entidade;
- Os bens teriam sido revendidos a particulares e comerciantes;
- Os recursos, segundo a PF, teriam circulado fora da finalidade social.
Impacto para Florianópolis e próximos passos
Embora a operação tenha alcance regional, Florianópolis entrou no mapa das buscas por abrigar parte dos alvos. O caso projeta pressão extra sobre mecanismos de controle patrimonial.
A própria CGU mantém ferramentas e normas voltadas à supervisão e correição de irregularidades na administração pública, tema agora recolocado no centro do debate local.
Nos próximos dias, o avanço das perícias e a análise do material apreendido devem indicar se haverá novas medidas cautelares, indiciamentos ou pedidos de bloqueio adicional de bens.
Para Florianópolis, o desdobramento mais imediato é institucional: entender se a capital era apenas base operacional de investigados ou parte relevante da engrenagem apurada pela PF.
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Editor: Marcelo Menezes
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