A Grande Florianópolis entrou no radar da Polícia Federal após uma nova ofensiva contra o comércio ilegal de cigarros eletrônicos, produto cuja venda é proibida no país.
A operação, batizada de Vaper, foi deflagrada em 9 de setembro e mirou uma rede suspeita de importar, distribuir e vender os dispositivos na região.
Segundo a PF, a investigação avançou a partir de apreensões anteriores e passou a mapear a estrutura do grupo, da divisão de tarefas à cadeia de abastecimento.
O que a Operação Vaper apura
De acordo com a própria Polícia Federal, a ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal.
Os alvos estão em Santo Amaro da Imperatriz, São José, Palhoça e Antônio Carlos, cidades ligadas ao eixo metropolitano da capital catarinense.
A PF afirma que cinco investigados seriam integrantes da associação criminosa suspeita de atuar no contrabando dos dispositivos eletrônicos.
- Importação irregular dos produtos
- Distribuição para pontos de revenda
- Comercialização ao consumidor final
Durante as buscas, os agentes procuraram celulares, computadores, documentos, registros financeiros e outros materiais úteis para aprofundar a apuração.

Por que o caso ganha relevância em Florianópolis
O avanço da investigação ocorre num momento em que a capital reforça seu peso logístico e regional, o que amplia a circulação de mercadorias e passageiros.
Dados do Ministério de Portos e Aeroportos mostram que Florianópolis liderou a movimentação internacional no Sul em julho, com 40.982 passageiros.
Esse fluxo, por si só, não implica irregularidade, mas ajuda a explicar por que cadeias de abastecimento clandestinas podem buscar rotas metropolitanas dinâmicas.
A investigação federal, porém, não atribui responsabilidade ao aeroporto nem ao setor aéreo local. O foco declarado está nos suspeitos identificados ao longo do inquérito.
- Produto proibido no mercado brasileiro
- Possível atuação coordenada entre municípios
- Suspeita de abastecimento estruturado
Quais crimes podem entrar no inquérito
A Polícia Federal informou que os investigados poderão responder por contrabando e organização criminosa, além de outras infrações eventualmente encontradas.
Na prática, isso significa que o caso ainda está em fase de produção de prova, com coleta de material para confirmar autoria e materialidade.
Em outra frente recente, a PF também divulgou que uma operação nacional das forças integradas cumpriu 106 prisões e 173 buscas, sinalizando pressão ampliada sobre redes criminosas.
- Análise do material apreendido
- Identificação de fluxos financeiros
- Verificação de fornecedores e compradores
Para Florianópolis e cidades vizinhas, o caso recoloca no debate a presença de mercados ilegais sofisticados, com atuação descentralizada e forte capacidade de distribuição.
Se houver denúncia formal adiante, a operação pode se tornar um dos principais desdobramentos recentes de segurança pública na região metropolitana.
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