Operação Vaper em Florianópolis: ação da PF

Publicado por Marcelo Menezes em 21 de setembro de 2026 às 15:45. Atualizado em 21 de setembro de 2026 às 15:45.

A Grande Florianópolis entrou no radar da Polícia Federal após uma nova ofensiva contra o comércio ilegal de cigarros eletrônicos, produto cuja venda é proibida no país.

A operação, batizada de Vaper, foi deflagrada em 9 de setembro e mirou uma rede suspeita de importar, distribuir e vender os dispositivos na região.

Segundo a PF, a investigação avançou a partir de apreensões anteriores e passou a mapear a estrutura do grupo, da divisão de tarefas à cadeia de abastecimento.

O que a Operação Vaper apura

De acordo com a própria Polícia Federal, a ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal.

Os alvos estão em Santo Amaro da Imperatriz, São José, Palhoça e Antônio Carlos, cidades ligadas ao eixo metropolitano da capital catarinense.

A PF afirma que cinco investigados seriam integrantes da associação criminosa suspeita de atuar no contrabando dos dispositivos eletrônicos.

  • Importação irregular dos produtos
  • Distribuição para pontos de revenda
  • Comercialização ao consumidor final

Durante as buscas, os agentes procuraram celulares, computadores, documentos, registros financeiros e outros materiais úteis para aprofundar a apuração.

Florianópolis em destaque durante operação policial contra comércio ilegal de vaporizadores
Foto: Divulgação

Por que o caso ganha relevância em Florianópolis

O avanço da investigação ocorre num momento em que a capital reforça seu peso logístico e regional, o que amplia a circulação de mercadorias e passageiros.

Dados do Ministério de Portos e Aeroportos mostram que Florianópolis liderou a movimentação internacional no Sul em julho, com 40.982 passageiros.

Esse fluxo, por si só, não implica irregularidade, mas ajuda a explicar por que cadeias de abastecimento clandestinas podem buscar rotas metropolitanas dinâmicas.

A investigação federal, porém, não atribui responsabilidade ao aeroporto nem ao setor aéreo local. O foco declarado está nos suspeitos identificados ao longo do inquérito.

  • Produto proibido no mercado brasileiro
  • Possível atuação coordenada entre municípios
  • Suspeita de abastecimento estruturado

Quais crimes podem entrar no inquérito

A Polícia Federal informou que os investigados poderão responder por contrabando e organização criminosa, além de outras infrações eventualmente encontradas.

Na prática, isso significa que o caso ainda está em fase de produção de prova, com coleta de material para confirmar autoria e materialidade.

Em outra frente recente, a PF também divulgou que uma operação nacional das forças integradas cumpriu 106 prisões e 173 buscas, sinalizando pressão ampliada sobre redes criminosas.

  1. Análise do material apreendido
  2. Identificação de fluxos financeiros
  3. Verificação de fornecedores e compradores

Para Florianópolis e cidades vizinhas, o caso recoloca no debate a presença de mercados ilegais sofisticados, com atuação descentralizada e forte capacidade de distribuição.

Se houver denúncia formal adiante, a operação pode se tornar um dos principais desdobramentos recentes de segurança pública na região metropolitana.

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Sobre o autor: Marcelo Menezes é editor-chefe e autor do Portal Notícias Floripa.

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