Parque da Luz: Justiça suspende requalificação

Publicado por Marcelo Menezes em 28 de setembro de 2026 às 15:46. Atualizado em 28 de setembro de 2026 às 15:46.

A Justiça de Santa Catarina virou o foco para o Parque da Luz, em Florianópolis, após uma ação do Ministério Público tentar frear a requalificação prevista para a área.

O caso envolve um dos espaços mais simbólicos da capital, ao lado da cabeceira insular da Ponte Hercílio Luz, e reacendeu o embate entre revitalização urbana e proteção ambiental.

Segundo o MPSC, a disputa ganhou peso depois de a ação civil pública pedir a suspensão imediata de novas intervenções físicas até que exigências legais e técnicas sejam cumpridas.

O que está em jogo no Parque da Luz

O Ministério Público afirma que o parque tem regime especial de proteção ambiental, urbanística e cultural.

A área soma 3,7 hectares e fica no entorno de um bem tombado nas esferas municipal, estadual e federal.

Na ação, a 28ª Promotoria sustenta que mudanças na destinação ou em estruturas do local dependem de procedimentos prévios, participação comunitária e anuência patrimonial.

  • supressão ou transplante de árvores;
  • movimentação de solo e escavações;
  • pavimentação e novas estruturas;
  • instalação de novos sistemas de iluminação.
Protesto em Florianópolis contra a requalificação do Parque da Luz
Foto: Divulgação

Quais indícios motivaram a ofensiva judicial

O ponto central do processo é um parecer técnico elaborado após cinco vistorias feitas em agosto de 2026.

O documento cita ao menos 60 árvores marcadas com tinta verde em área próxima ao campo de futebol, sem esclarecimento público sobre a finalidade das sinalizações.

Os técnicos também relataram postes de iluminação instalados em área arborizada, além de sinais de compactação, erosão do solo e resíduos de construção.

Em atualização posterior, o próprio Ministério Público informou que a Justiça suspendeu as obras de requalificação no parque em 25 de setembro de 2026, elevando a pressão sobre o município.

  • marcação de árvores em área sensível;
  • risco de impacto sobre fauna e paisagem;
  • falta de deliberação da gestão compartilhada;
  • pendências sobre autorizações patrimoniais.

Por que o caso pode afetar outros projetos urbanos

O impasse vai além do parque e pode influenciar futuros projetos em áreas protegidas da capital.

A tese do MPSC é que revitalizações urbanas não podem avançar sem compatibilizar patrimônio, meio ambiente e governança comunitária.

Esse entendimento ganha relevância porque o parque nasceu de mobilização popular e sua vegetação foi formada ao longo de décadas por moradores e voluntários.

  1. o município precisa se manifestar no processo;
  2. a Justiça analisará o mérito das exigências;
  3. eventuais obras dependerão de licenças e validações;
  4. a participação da comunidade tende a ganhar peso.

Enquanto isso, a discussão ocorre em uma área estratégica da cidade, na cabeceira insular da Ponte Hercílio Luz e sob gestão municipal, com impacto direto sobre mobilidade, paisagem e uso público.

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Sobre o autor: Marcelo Menezes é editor-chefe e autor do Portal Notícias Floripa.

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Sua atuação no Portal Notícias Floripa está voltada à construção de uma cobertura local clara, útil e responsável sobre Florianópolis, com atenção a temas como notícias da cidade, serviços públicos, trânsito, clima, turismo, eventos, bairros, cultura, economia local, mobilidade urbana e assuntos que impactam o cotidiano de moradores e visitantes.
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