Um documentário produzido com apoio cultural em Santa Catarina levou para a UFSC, em setembro, uma pauta sensível de Florianópolis: a pressão urbana sobre a pesca artesanal na Costeira do Pirajubaé.
A exibição ocorreu no campus Trindade e colocou no centro do debate a Baía Sul, território de trabalho e memória de famílias que ainda dependem do mar.
O filme mostra que a disputa não é abstrata. Ela envolve espaço costeiro, renda, identidade local e permanência de práticas tradicionais em uma área pressionada pela expansão imobiliária.
Documentário transforma conflito local em tema público
Segundo a UFSC, o documentário apresenta a resistência dos pescadores da Costeira do Pirajubaé diante do avanço da urbanização sobre a Baía Sul.
A sessão foi organizada pelo Laboratório de Estudos de Gênero e História, com conversa após a exibição. O projeto foi coordenado pela pesquisadora e jornalista Morgani Guzzo.
O roteiro também incorpora a visão de especialistas da própria universidade, ampliando o debate para temas ambientais, territoriais e sociais que afetam Florianópolis.
- pesca artesanal como fonte de renda;
- ocupação urbana em área costeira;
- preservação de modos de vida tradicionais.

Por que a Costeira do Pirajubaé voltou ao radar
A produção foi realizada entre março e setembro de 2026. Isso dá ao lançamento um peso de atualidade, porque conecta pesquisa recente, memória oral e discussão pública.
Em outra divulgação institucional, a universidade reforçou que o filme trata da relação entre pescadores, território e subsistência, destacando a centralidade da Baía Sul para a comunidade local.
Na prática, o debate recoloca uma pergunta frequente na capital: como conciliar crescimento urbano, infraestrutura e permanência de atividades tradicionais em áreas costeiras sensíveis.
- primeiro, a urbanização reduz ou pressiona áreas de trabalho;
- depois, altera dinâmicas sociais e ambientais;
- por fim, ameaça a continuidade de saberes transmitidos entre gerações.
O que a discussão revela sobre Florianópolis em 2026
O caso da Costeira expõe um padrão maior. Florianópolis segue valorizando seu litoral, mas enfrenta cobranças para não empurrar comunidades históricas para zonas cada vez mais frágeis.
A própria agenda recente da UFSC mostra que o tema ambiental ganhou força neste mês, com ações como a divulgação de manejo preventivo de árvores no campus da Trindade e alertas climáticos na Grande Florianópolis.
Embora sejam assuntos distintos, eles convergem num ponto: a cidade está sendo obrigada a discutir uso do território com mais urgência e base técnica.
Ao registrar histórias de pescadores e conectá-las ao presente, o filme cria um efeito político relevante. Ele transforma uma vivência local em evidência pública e acadêmica.
Esse movimento se soma a iniciativas culturais recentes apoiadas pelo Estado, como o lançamento da obra dentro da programação universitária de setembro, ampliando o alcance do tema.
Para Florianópolis, o recado é direto: discutir a Costeira do Pirajubaé deixou de ser apenas um assunto comunitário e passou a integrar o debate estratégico sobre cidade, ambiente e futuro.
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Editor: Marcelo Menezes
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