
Dois crimes violentos registrados no Norte da Ilha, em Florianópolis, chamaram a atenção da população pela brutalidade e por algumas semelhanças na forma como os corpos foram encontrados. Os casos ocorreram em bairros próximos, Santinho e Ingleses, e são investigados pela Polícia Civil de Florianópolis.
O caso mais recente é o assassinato da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, cujo corpo foi encontrado esquartejado no interior de Major Gercino. O outro crime ocorreu no fim de 2025 e ainda permanece sem solução: um corpo foi encontrado dentro de uma mala abandonada na Praia do Santinho.
No entanto, apesar da proximidade geográfica e de características semelhantes, a polícia afirma que, até o momento, não há indícios que comprovem ligação entre os dois crimes.
Uma das principais semelhanças entre os casos é a forma como os corpos foram encontrados. No assassinato da corretora, segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, o corpo foi esquartejado e dividido em cinco pacotes diferentes. As partes foram levadas até uma ponte em área rural de Major Gercino e jogadas em um córrego. Até agora, apenas o tronco da vítima foi localizado.
Já no caso da mala, o corpo de um homem também foi encontrado desmembrado. Ele estava dentro de uma mala abandonada na faixa de areia da Praia do Santinho. A mala foi localizada em 28 de dezembro do ano passado por um vigia, que sentiu um forte odor vindo do objeto e acreditou inicialmente que se tratava de lixo. Quando guarda-vidas abriram o volume, descobriram que havia restos mortais no interior.
Outro ponto que chamou atenção foi a proximidade entre os locais ligados aos dois casos. O corpo encontrado dentro da mala foi abandonado na Praia do Santinho, bairro vizinho ao local onde a corretora morava. Mesmo assim, a Delegacia de Homicídios afirma que ainda não há provas que indiquem ligação entre os dois crimes.
A identidade da vítima dentro da mala segue desconhecida mais de dois meses após a descoberta. Segundo a Delegacia de Homicídios, trata-se de um homem jovem, com idade estimada entre 21 e 23 anos e altura aproximada entre 1,60 metro e 1,80 metro. Entre os sinais que podem ajudar na identificação estão tatuagens nos dedos da mão esquerda, semelhantes a letras, além de desenhos na região abdominal. De um lado, há uma tatuagem que lembra mãos em oração com a palavra “Família” escrita abaixo. Do outro lado, aparece um desenho semelhante a uma flor de lótus. A vitória também tinha piercing na língua.
No caso da morte de Luciani, três suspeitos foram presos: um homem de 27 anos, vizinho da vítima, a companheira dele, de 30 anos, e uma mulher de 47 anos que administrava o conjunto residencial onde a corretora morava.
A investigação aponta que a vítima teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março dentro do próprio apartamento. Já no caso da mala encontrada na praia, o principal obstáculo para o avanço das investigações é justamente a falta de identificação da vítima. Segundo o delegado responsável pelo caso, Alex Bonfim, cinco denúncias chegaram a ser recebidas no primeiro mês de investigação, mas todas foram descartadas após verificação. A Polícia Civil pede a colaboração da população para tentar identificar o homem encontrado na mala. Informações que possam ajudar na investigação podem ser repassadas de forma anônima por meio do disque-denúncia 181.
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