O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, abriu outubro de 2026 ainda sob efeito do rompimento com o PSD, movimento que reposiciona seu grupo no tabuleiro catarinense.
A desfiliação foi oficializada em 19 de março, mas os reflexos seguem vivos no retorno do prefeito ao cargo após licença e no debate sobre sua próxima legenda.
O episódio ganhou peso porque combina gestão municipal, alianças estaduais e impacto direto sobre a sucessão de 2026 em Santa Catarina.
Rompimento com o PSD mudou o eixo político do prefeito
Em carta aberta, Topázio afirmou que pediu desfiliação depois de reagir à pressão interna por sua expulsão do partido.
Na mensagem, ele atribuiu o conflito ao choque entre seu apoio ao governador Jorginho Mello e o projeto estadual defendido por João Rodrigues.
Segundo relato publicado pelo portal local, o pedido de saída foi anunciado na manhã de 19 de março de 2026, com críticas diretas à condução da crise.
Depois, outra análise do mesmo noticiário sustentou que o prefeito tentou assumir o controle da narrativa ao deixar a sigla antes do desfecho disciplinar.
- O estopim foi o apoio de Topázio à reeleição de Jorginho Mello.
- O PSD catarinense trabalhava em direção oposta, com João Rodrigues.
- A crise expôs fissuras entre capital, interior e direção estadual.

Por que a crise ultrapassa Florianópolis
O racha não ficou restrito ao ambiente da prefeitura. Ele passou a ser lido como teste de força dentro do campo da direita catarinense.
Em Florianópolis, Topázio governa a capital desde 31 de março de 2022 e chegou ao comando municipal após a saída de Gean Loureiro.
De acordo com a biografia pública do prefeito, ele foi reeleito depois de assumir a prefeitura em 2022, o que elevou seu peso nas negociações estaduais.
Isso explica por que sua saída do PSD foi tratada como algo maior que uma simples mudança partidária.
O caso também acendeu especulações sobre novos movimentos de aliados, principalmente se outras lideranças decidirem acompanhar o prefeito.
- Topázio se alinhou a Jorginho Mello.
- O PSD reagiu com ameaça de expulsão.
- O prefeito pediu desfiliação antes da punição.
- O debate passou a incluir sua nova casa partidária.
O que observar nas próximas semanas
O retorno de Topázio ao centro da agenda política ocorre num momento sensível, porque a definição partidária tende a influenciar acordos de 2026.
Até agora, não há confirmação pública sobre a nova sigla, mas a movimentação é acompanhada de perto no meio político catarinense.
Reportagem em arquivo recente mostra que a licença de Topázio no fim de setembro teve leitura política imediata, reforçando a atenção sobre seus próximos passos.
Para Florianópolis, o efeito prático imediato é a preservação da governabilidade. Para 2026, porém, a desfiliação virou ativo político e ponto de incerteza.
Se conseguir transformar o rompimento em capital eleitoral, Topázio pode sair da crise mais forte do que entrou.
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Editor: Marcelo Menezes
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