O prefeito Topázio Neto voltou ao noticiário de Florianópolis por um tema diferente da agenda de obras e mobilidade. Desta vez, o foco recai sobre a saúde pública e a redução das filas de exames.
Dados divulgados pela Prefeitura mostram que a rede municipal realizou mais de 17 mil procedimentos em 30 dias, com impacto direto sobre gargalos históricos do diagnóstico especializado.
Entre os indicadores mais citados pela gestão está a queda da espera para mamografia de rastreamento, após a instalação do primeiro mamógrafo próprio da rede municipal neste ano.
Prefeitura associa resultado à ampliação da oferta
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, mais de 17 mil exames e procedimentos foram realizados em um mês, com destaque para tomografias, ressonâncias, endoscopias e ultrassonografias.
A prefeitura afirma que o MultiHospital, inaugurado em 2024, ganhou papel estratégico para ampliar a capacidade de atendimento e acelerar a etapa de diagnóstico na rede pública.
O discurso oficial de Topázio Neto sustenta que a melhora decorre de gestão da fila, reorganização dos fluxos e melhor uso da estrutura já contratada pelo município.
Na prática, o resultado é politicamente relevante porque saúde costuma pesar mais no cotidiano do eleitor do que anúncios administrativos de longo prazo.
- Tomografias e ressonâncias aparecem entre os exames priorizados.
- Endoscopias e colonoscopias também entraram no mutirão de oferta.
- O município tenta reduzir atrasos que vinham desde 2025.

Mamografia virou vitrine da gestão de Topázio
O caso mais simbólico envolve a saúde da mulher. A administração municipal informou que o novo equipamento instalado na Policlínica da Mulher e da Criança reduziu em até 84% a fila de mamografia.
Em janeiro, a própria prefeitura havia anunciado como meta zerar a fila de exames de rastreamento até a metade do ano, transformando o tema em compromisso público da gestão.
Esse dado ganhou peso adicional em outubro, mês em que campanhas de prevenção ao câncer de mama costumam ampliar a cobrança por acesso rápido ao diagnóstico.
Se o ritmo for mantido, a prefeitura tende a usar o resultado como prova de entrega concreta, com efeito mais palpável para a população do que projetos ainda em fase de execução.
- Primeiro, o município ampliou a estrutura disponível.
- Depois, reorganizou encaminhamentos e prioridades.
- Agora, tenta consolidar a redução da espera como política permanente.
Desafio agora é sustentar a queda da fila
O ponto mais sensível, porém, não é apenas reduzir o estoque represado. O teste real será impedir que a demanda volte a crescer acima da capacidade mensal da rede.
Dados recentes do Ministério da Saúde reforçam a pressão sobre os municípios, já que o rastreamento e o diagnóstico precoce do câncer de mama seguem prioridade nacional.
Para Topázio Neto, o ganho administrativo pode virar ativo político. Para os usuários do SUS municipal, porém, o critério decisivo continua sendo prazo curto entre consulta, exame e tratamento.
Nos próximos meses, a cobrança deve migrar do anúncio de números para a consistência dos resultados. Em saúde pública, fila menor só se confirma quando deixa de voltar.
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