Abril Laranja destaca conscientização sobre amputação em Santa Catarina

As ações do mês de conscientização da amputação e de apoio às pessoas amputadas, o Abril Laranja, estão sendo promovidas na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis, pelo Centro de Ciências da Saúde e do Esporte (Cefid) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc). As atividades têm se destacado pelo sucesso de público e pela qualidade técnico-científica das ações realizadas.

Diante da repercussão dessas ações, a Alesc estendeu o período de visitação da mostra fotográfica “Retratos em movimento: moda, corpo e amputação” no Espaço Cruz e Sousa, que originalmente terminaria nesta quarta-feira, 15, e agora poderá ser vista até 30 de abril. “O convite permanece para que a comunidade participe e se engaje nas reflexões propostas ao longo deste mês, que simboliza a conscientização sobre a amputação e a valorização da reabilitação integral”, ressalta a coordenadora do projeto de extensão Reabilitação Multidisciplinar em Amputados (Ramp), professora Soraia Cristina Tonon da Luz, da Udesc Cefid.

As ações do centro pelo Abril Laranja neste ano contam com dois parceiros do Desfile Amputação em Movimento – Moda e Inclusão, realizado no ano passado, também na Alesc. Um deles é o programa de extensão Ecomoda, do Centro de Artes, Design e Moda (Ceart), sob coordenação das professoras Neide Schulte e Gabriela Kuhnen, enquanto o outro parceiro é o projeto de extensão Jornalismo e Ação Comunitária (JAC) da Ufsc, liderado pelas professoras Melina Ayres e Isabel Colucci.

A mostra fotográfica “Retratos em movimento: moda, corpo e amputação” iniciou em 2 de abril e teve sua abertura oficial na última quarta-feira, 8, com ciclo de palestras sobre diversos assuntos relacionados à amputação, como reabilitação, moda inclusiva, aspectos psicossociais e inovação em saúde. “Houve ampla participação da comunidade. O público presente foi composto por estudantes de diversos cursos de graduação da Udesc e da Ufsc, além de pacientes, docentes, autoridades e representantes da sociedade civil, configurando um espaço potente de diálogo entre universidade e sociedade”, diz a professora Soraia, que integra o Departamento de Fisioterapia e o Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFT) na Udesc Cefid.

A exposição apresenta imagens de pacientes atendidos pelo Ramp vestindo peças de vestuário adaptado que foram desenvolvidas por estudantes de Moda da Udesc Ceart, com assessoria da empresária Samanta Bulock, da organização Bullock Inclusion. Essas fotos registram não apenas o resultado final, mas também os bastidores do processo criativo, incluindo a confecção das roupas e o desfile realizado em novembro de 2025. O registro fotográfico, a curadoria e a montagem da exposição foram feitos pelo projeto JAC, da Ufsc.

Já o ciclo de palestras, segundo a professora Soraia, “destacou-se pela sua natureza multidisciplinar, reunindo diferentes áreas do conhecimento em torno de temas que reforçam a necessidade de uma reabilitação verdadeiramente interdisciplinar e multiprofissional. As discussões contemplaram aspectos clínicos, funcionais, psicossociais, tecnológicos e de inclusão, evidenciando que o cuidado à pessoa amputada exige integração entre saberes e práticas”.

Dessa forma, ela afirma que “as atividades do Abril Laranja reforçam o compromisso das instituições envolvidas com uma formação acadêmica conectada às demandas sociais e com a construção de práticas inovadoras em saúde, ampliando o olhar para além do modelo tradicional e consolidando a reabilitação como um processo complexo, humano e interprofissional”.

As atividades do Abril Laranja também celebram a promulgação da Lei Estadual nº que institui 5 de abril como o Dia da Pessoa Amputada em Santa Catarina, reforçando a importância da visibilidade e do cuidado integral a essa população. A criação dessa data foi aprovada no fim de 2024 pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governo no início de 2025, com base em proposta que contou com o apoio de lideranças e organizações locais. Segundo a professora Soraia Tonon da Luz, o Dia Estadual da Pessoa Amputada “dá mais visibilidade para as questões de inclusão, reabilitação e prevenção das amputações, que são um problema de saúde pública”.

Outro projeto de lei (PL nº 411/2024) prevê o estabelecimento da Política Estadual de Reabilitação Integral da Pessoa Amputada e está tramitando na Alesc, tendo já sido aprovado pelas comissões de Constituição e Justiça, de Finanças e Tributação e de Trabalho, Administração e Serviço Público. No momento, o projeto aguarda apreciação pela Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência. “Ajudei a redigir essa política com assessores da Alesc, com olhar para a saúde. O Ramp é um grande idealizador e um projeto reconhecido em todo o Estado”, afirma a professora Soraia.

Criado em 2012, o Ramp tem atividades que incluem atendimentos presenciais, no Bairro Coqueiros, em Florianópolis, e online para pessoas amputadas, além de grupo de estudos e seminário científico. O atendimento é voltado a pessoas que sofreram amputação de membros e necessitam de reabilitação tanto no ambiente hospitalar quanto no ambiente ambulatorial, antes ou depois de começar a usar a prótese.

A ação da Udesc Cefid, que atende cerca de 50 pessoas a cada semestre, promove a atenção à saúde dos participantes de forma humanizada e buscando o cuidado integral, com avaliações físico-funcionais, avaliações biomecânicas e atendimento específico individual e em grupo.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] e pelo perfil do Ramp no Instagram.

Assessoria de Comunicação da Udesc Cefid

Jornalista Rodrigo Brüning Schmitt

E-mail: [email protected]

Telefone/WhatsApp: (48) 3664-8637

Redação Notícias Floripa
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