O Avaí abriu uma das decisões mais importantes de sua história recente ao convocar votação sobre a proposta de venda de 90% da SAF por R$ 400 milhões.
A oferta foi apresentada pela Kactus Capital e será analisada pelo Conselho Deliberativo em 30 de junho de 2026, com etapa posterior de votação dos sócios.
Segundo o clube e o ge, a proposta combina quitação de dívidas, investimento esportivo e preservação patrimonial, em um movimento que muda o debate interno na Ressacada.
O que prevê a proposta da SAF do Avaí
Em coletiva e em comunicado oficial, o Avaí detalhou que o pacote prevê quitação integral de uma dívida estimada em cerca de R$ 290 milhões.
Depois desse passivo, o plano reserva recursos para futebol, base e estrutura física. A negociação também inclui cobertura de custos operacionais do clube no dia a dia.
- R$ 75 milhões para o projeto desportivo
- R$ 20 milhões para a base
- R$ 5 milhões para estádio e centro de treinamento
- R$ 5 milhões em empréstimo-ponte imediato
O compromisso mínimo ainda prevê desembolso de R$ 25 milhões anuais nos três primeiros anos, com aplicação no futebol profissional e em infraestrutura.

Quem é a Kactus Capital e por que isso pesa
A empresa interessada se apresenta como gestora com 16 anos de atuação no Brasil e ligação com um family office inglês, além de operações anteriores no futebol.
De acordo com reportagem publicada em 24 de junho de 2026, a Kactus também ofereceu R$ 400 milhões por 90% da SAF do Avaí e já mantinha relação financeira com o clube.
O grupo reúne investidores com perfil financeiro e esportivo. Entre os nomes citados pelo Avaí está o ex-meia Rodriguinho como elo no segmento esportivo.
- O Conselho Deliberativo vota primeiro.
- Se houver aprovação, o tema segue aos sócios.
- Só depois vem a homologação definitiva da SAF.
Salvaguardas e impacto político na Ressacada
O ponto mais sensível da discussão interna é o equilíbrio entre capital novo e proteção institucional. Por isso, o texto traz travas sobre patrimônio, marca e identidade.
Conforme o comunicado oficial do clube, a Ressacada permanece como propriedade da associação e símbolos do Avaí não poderão ser alterados.
O clube também afirma que terá 1/3 do conselho de administração da futura SAF, mesmo mantendo 10% das ações, além de poder de veto em decisões centrais.
Na prática, o debate deixou de ser teórico. O Avaí entra na reta final de junho discutindo não apenas desempenho em campo, mas o modelo de gestão que pode definir sua próxima década.
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