O CIASC recolocou Canasvieiras no mapa dos grandes negócios imobiliários de Santa Catarina ao prorrogar a licitação de um terreno estratégico às margens da SC-401.
A área fica em Florianópolis e entrou no radar do mercado após o órgão estadual estender até 16 de junho de 2026 o prazo para recebimento de propostas.
A movimentação abre um novo capítulo para a região, com potencial de impacto urbanístico, econômico e logístico no eixo norte da capital catarinense.
Terreno de 98,4 mil m² em Canasvieiras tem prazo de venda ampliado
Segundo o CIASC, o imóvel colocado à venda tem 98.415 metros quadrados e está localizado em Canasvieiras, com frente ampla para a rodovia SC-401.
Em comunicado oficial, a empresa informou que o prazo final foi prorrogado para 16 de junho de 2026.
O cronograma prevê envio das ofertas até 13h30 no sistema Licitações-e, do Banco do Brasil, com abertura eletrônica no mesmo horário.
A disputa por lances sucessivos começa às 14h, seguindo o modelo de concorrência virtual adotado no certame.
- Área total: 98.415 m²
- Localização: Canasvieiras, Florianópolis
- Frente para a SC-401: 400 metros
- Data limite: 16 de junho de 2026

Critério é maior oferta e pagamento pode ser parcelado
O edital estabelece que vencerá quem apresentar a maior oferta, dentro de um modelo de disputa aberta com encerramento randômico.
Na prática, isso significa que o sistema encerra os lances de forma automática e aleatória após a fase competitiva.
O CIASC também informou que o pagamento pode ser feito à vista ou em parcelas, com entrada mínima de 10%.
O saldo restante poderá ser dividido em até 12 parcelas mensais, com correção pelo IPCA.
De acordo com a plataforma estadual de compras, o processo segue o critério de maior oferta de preço e mantém anexos técnicos disponíveis aos interessados.
- Modalidade: alienação de imóvel
- Critério: maior oferta
- Entrada mínima: 10%
- Parcelamento: até 12 vezes
Canasvieiras entra no foco de investidores e do planejamento urbano
A própria nota do CIASC destaca que a prorrogação amplia a janela para investidores e grupos empresariais interessados em ativos considerados estratégicos.
O terreno está em um dos corredores mais valorizados do norte da Ilha, área conectada ao turismo, aos serviços e à expansão imobiliária.
O imóvel tem dimensões equivalentes a cerca de 14 campos de futebol, dado usado pelo órgão para dimensionar o porte da oferta.
Essa escala tende a atrair atenção porque Canasvieiras combina densidade urbana, apelo turístico e ligação direta com a SC-401, principal eixo viário da região.
- Primeiro, a área chama atenção pelo tamanho incomum.
- Depois, pesa a localização em um corredor consolidado.
- Por fim, o formato de pagamento pode ampliar a concorrência.
Venda ocorre em meio a estratégia de otimização de ativos públicos
O CIASC afirma que a alienação integra sua estratégia de otimização de ativos, com base nas regras aplicáveis às empresas públicas.
Na publicação, o órgão cita a Lei Federal 13.303/2016 como fundamento para a operação de venda do imóvel.
Ao mesmo tempo, o movimento ocorre enquanto Florianópolis revisa instrumentos de ordenamento territorial em diferentes distritos, inclusive na região norte.
No ambiente de planejamento urbano da capital, há empreendimentos em análise no distrito de Canasvieiras, sinalizando pressão contínua por novos usos do solo.
Embora a venda não detalhe ainda qual projeto poderá ocupar a área, o porte do terreno indica que qualquer destinação futura terá relevância local.
O que observar nas próximas semanas
O ponto decisivo agora será o número de proponentes habilitados e o apetite do mercado por uma área desse tamanho em Canasvieiras.
Também será importante acompanhar o valor final alcançado no leilão e se haverá disputa efetiva entre interessados.
Caso a alienação avance, a operação poderá se transformar em uma das negociações patrimoniais mais relevantes do semestre no norte de Florianópolis.
Para Canasvieiras, o fato representa um ângulo novo no noticiário: não de obras pontuais ou trânsito, mas de um ativo público de grande escala entrando formalmente no mercado.
Esse detalhe muda o peso da discussão e pode influenciar decisões futuras sobre ocupação, investimentos e dinâmica urbana na entrada do bairro.
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