quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026
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Cão orelha: boné, moletom e GPS ligam adolescente indiciado ao local do crime em SC

Redação Notícias Floripa
Redação Notícias Floripa EM 4 DE FEVEREIRO DE 2026, ÀS 19:46
Cão orelha: boné, moletom e GPS ligam adolescente indiciado ao local do crime em SC
Cão orelha: boné, moletom e GPS ligam adolescente indiciado ao local do crime em SC

Não foi “achismo”.

Foi rastro técnico cruzado.No caso do cão orelha, em Florianópolis, imagem, roupa e GPS convergiram.

Quando três fontes diferentes contam a mesma história, a investigação acelera.

O resultado foi um novo desfecho anunciado pela polícia em Santa Catarina.

E o foco voltou para a Praia Brava, onde o caso começou.

O que este artigo aborda:

O que aconteceu na Praia Brava

O cão orelha vivia há mais de 10 anos na Praia Brava, em Florianópolis.

Ele era cuidado por uma comunidade, como parte da rotina do lugar.

A morte dele interrompeu essa história e gerou indignação imediata.

O caso ganhou repercussão ampla, chegando a circular fora do Brasil.

Com isso, cada atualização passou a ter peso social e pressão por resposta.

Moletom e câmeras: como a imagem vira prova de contexto

A PCSC afirma que câmeras registraram o adolescente indiciado na madrugada de 04/01.

Ele aparece acompanhado de outra adolescente, no horário ligado às agressões.

O detalhe que cola a cena à linha investigativa é o moletom que ele veste.

Quando a mesma peça surge conectada ao mesmo corpo no momento-chave, vira padrão.

Esse padrão não “prova sozinho”, mas empurra a narrativa para um cenário específico.

O papel das imagens exibidas na TV

Imagens divulgadas pelo Domingo Espetacular, da RECORD, entraram como componente relevante.

A causa é simples: mais material visual amplia a capacidade de comparar tempo e aparência.

O efeito é fortalecer a reconstrução cronológica que a polícia está defendendo.

Na prática, o vídeo funciona como reforço de contexto, não como substituto de perícia.

Ainda assim, a polícia tratou esse conteúdo como peça importante para concluir o caso.

Boné rosa: quando ocultar vira indício

Um boné rosa associado ao adolescente teria sido escondido por um familiar no aeroporto.

Causa: tentativa de retirar um marcador de identificação de circulação pública.

Efeito: o item passa a ter maior peso indiciário por sugerir preocupação com rastros.

Em casos desse tipo, ocultação não vira prova direta, mas vira sinal de intenção.

E sinais de intenção mudam o tom da apuração, porque sugerem consciência do risco.

Contradição sobre o moletom: versão que cai, suspeita que sobe

Um familiar tentou justificar o moletom dizendo que ele teria sido comprado no exterior.

Essa explicação foi desmentida pelo próprio suspeito, segundo a apuração citada.

Causa: contradição interna em um ponto objetivo e verificável da história.

Efeito: a justificativa perde credibilidade e a peça volta a pesar contra o indiciado.

Quando a versão muda ou se quebra, a investigação tende a tratar o detalhe como relevante.

GPS e software francês: localização na janela crítica

Forças de segurança usaram um software francês para analisar dados de localização.

A causa é a necessidade de medir presença por coordenadas, não por memória ou relato.

Segundo a polícia, os fatos começam por volta de 5h25, com saída de um condomínio.

O efeito do GPS é encurtar a discussão sobre “onde estava” no horário do ataque.

Isso não encerra o caso por si só, mas aumenta a coerência do conjunto de evidências.

Pedido de internação e próximos passos do inquérito

Com diligências concluídas, a Polícia Civil informou pedido de internação do adolescente.

No sistema juvenil, a internação funciona como equivalente à prisão de adulto.

A causa é o fechamento de uma etapa investigativa com indiciamento e narrativa definida.

O efeito é levar o caso a uma fase mais dura, com medida restritiva em avaliação.

Em paralelo, dados de celulares apreendidos seguem em extração para confirmar e ampliar provas.

O que diz a defesa

A defesa, assinada por Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, contesta o peso das informações divulgadas.

Eles chamam os elementos apontados de meramente circunstanciais, sem prova conclusiva.

Causa: questionamento do padrão probatório e do que pode ser afirmado publicamente agora.

Efeito: tentativa de frear conclusões definitivas e reequilibrar a percepção pública do caso.

Os advogados dizem não ter acesso integral aos autos e criticam a politização e a pressão por culpados.

Redação Notícias Floripa
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