terça-feira, 03 de março de 2026
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Caso Ana Beatriz completa 10 anos sem respostas em Rio do Sul

Redação Notícias Floripa
Redação Notícias Floripa EM 3 DE MARçO DE 2026, ÀS 07:35
Mulher com expressão de tristeza sentada, ao lado de duas fotos emolduradas de uma menina, uma delas em um vestido rosa.
Foto: Luciano Cerin/NDTV RECORD/ND Mais - Caso Ana Beatriz completa 10 anos sem respostas em Rio do Sul

O assassinato brutal da menina Ana Beatriz, que chocou a cidade de Rio do Sul no Alto Vale do Itajaí, em março de 2016, completa 10 anos nesta terça-feira (3), sem respostas.

Cláudia Schelter, mãe da vítima, compartilha a dor e a revolta de ver a memória da filha marcada por um crime ainda sem desfecho, em entrevista ao repórter Luciano Cerin, da NDTV RECORD.

A mãe relembra as quase 24 horas de puro desespero, vividas entre o desaparecimento da filha e a confirmação de sua morte. A menina foi dada como desaparecida às 13h, e seus pais só foram informados sobre a tragédia na delegacia às 10h30 do dia seguinte.

Assim que a mãe chegou em casa, descobriu que a filha não estava. Neste momento, os pais de Ana Beatriz entenderam que algo havia acontecido com a menina. O casal passou a madrugada em busca de Ana Beatriz, até que, na manhã seguinte, foram até a delegacia, onde, finalmente, receberam a notícia de que o corpo da menina havia sido encontrado.

Dez anos depois, a esperança por justiça, para a família da vítima, se apoia no júri popular dos três homens acusados pelo estupro e assassinato da menina, que foi transferido da cidade natal para a comarca da Capital, em Florianópolis e segue sem data definida.

O júri popular, inicialmente marcado para o dia 29 de outubro em Rio do Sul, foi suspenso pelo TJSC. A decisão atendeu a um pedido da defesa de um dos acusados, que solicitava que o julgamento aconteça em outra cidade da região. Segundo os advogados, a forte repercussão do caso na cidade poderia influenciar os jurados.

Ana Beatriz saiu de casa em março de 2016 para ir à escola, como fazia todos os dias. O corpo da vítima foi encontrado na manhã seguinte ao seu desaparecimento. O laudo da morte apontou que Ana Beatriz morreu às 2h30.

Em maio de 2020, o MPSC apresentou denúncia contra três homens pelo estupro e assassinato da menina. O MPSC defende que um homem conhecido da família de Ana, que inclusive frequentava a mesma igreja que a menina, teria oferecido carona para a vítima.

Apenas o homem que ofereceu carona a Ana Beatriz era conhecido da família da vítima. Ele foi preso preventivamente em fevereiro de 2020 e vai responder pelos crimes de estupro de vulnerável e homicídio qualificado. Se condenado, pode pegar mais de 60 anos de prisão.

O advogado de defesa, Jonas De Oliveira, expressa confiança na absolvição de seu cliente, argumentando que o processo foi desaforado para Florianópolis devido à falha da acusação. Ele destaca ainda que seu cliente, o único dos acusados preso, já aguarda julgamento há mais de três anos.

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