segunda-feira, 09 de março de 2026
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Caso Ana Beatriz: Pai cobra justiça após 10 anos do crime

Redação Notícias Floripa
Redação Notícias Floripa EM 9 DE MARçO DE 2026, ÀS 18:00
Homem com barba observa uma foto de uma menina sentada, vestindo um vestido rosa, em ambiente interno.
Foto: Divulgação/Redes Sociais/ND Mais - Caso Ana Beatriz: Pai cobra justiça após 10 anos do crime

O pai de Ana Beatriz Schelter, menina morta brutalmente em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí, em março de 2016, publicou um vídeo nas redes sociais no domingo (8), Dia Internacional da Mulher, cobrando justiça pelo julgamento do crime, que segue sem desfecho depois de uma década. Ismael Schelter questionou a decisão de transferir o júri popular de Rio do Sul para Florianópolis e cobrou mais agilidade no andamento do processo.

Em 2025, o júri popular, inicialmente marcado para o dia 29 de outubro em Rio do Sul, foi suspenso pelo TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina). A decisão atendeu a um pedido da defesa de um dos acusados, que solicitava que o julgamento aconteça em outra cidade da região. Segundo os advogados, a forte repercussão do caso na cidade poderia influenciar os jurados, já que o crime gerou grande comoção e foi amplamente divulgado pela mídia local. O TJSC confirmou que o júri foi transferido para a comarca da Capital em Florianópolis, mas a nova data ainda não foi definida.

O caso Ana Beatriz, que chocou Rio do Sul, completou 10 anos em março de 2026. Ana Beatriz Schelter saiu de casa em março de 2016 para ir à escola, como fazia todos os dias. No fim da tarde, quando a mãe voltou do trabalho, não encontrou a menina. Uma câmera de monitoramento de uma empresa, localizada ao lado da casa da família, registrou as últimas imagens da menina com vida. O corpo da vítima foi encontrado na manhã seguinte ao seu desaparecimento, dentro do baú de um caminhão. O laudo da morte apontou que Ana Beatriz morreu às 2h30.

Em maio de 2020, o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) apresentou denúncia contra três homens pelo estupro e assassinato da menina. O MPSC defende que no trajeto, antes de chegar ao colégio, um homem conhecido da família de Ana, que inclusive frequentava a mesma igreja que a menina e os pais, ofereceu carona para a vítima. Para esconder o crime, os homens teriam matado Ana Beatriz via asfixia por esganadura, e o responsável pela ocultação do corpo é acusado de fraude processual qualificada.

O advogado de defesa, Jonas De Oliveira, expressa confiança na absolvição de seu cliente, argumentando que o processo foi desaforado para Florianópolis devido à falha da acusação e do Ministério Público na condução da investigação.

Redação Notícias Floripa
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