
A mala em que o corpo de Alberto Pereira de Araújo, de 29 anos, foi encontrado na Praia do Santinho, em Florianópolis, estava perto da pousada onde o jovem e a corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, morta e esquartejada em Florianópolis, moravam. A informação foi confirmada pela Delegacia de Homicídio da Capital.
Segundo o delegado Alex Bonfim, responsável pela delegacia, a mala estava “relativamente próxima da pousada. O corpo de Alberto foi encontrado no dia 28 de dezembro de 2025 por banhistas que passavam pelo local que acionaram os guarda-vidas. À época, o Corpo de Bombeiros informou que a mala estaria presa entre as pedras na orla da praia e que, ao abrir a bagagem, as equipes se depararam com sacos com um corpo em estado avançado de decomposição.
Nesta semana, o corpo foi identificado após policiais receberem informações e uma foto de Alberto de moradores antigos da pousada onde ele e a corretora moravam. Ainda de acordo com o delegado, há semelhanças entre a execução dos dois crimes. Outra indício que pode levar à relação dos casos é o fato de que Alberto e um dos suspeitos pela morte de Luciani sejam naturais de Laranjal Paulista, cidade do interior de São Paulo. A Polícia Civil quer entender se os dois já se conheciam.
O desaparecimento do homem não havia sido registrado pela família, que é natural de São Paulo, já que não havia contato próximo entre os familiares e Alberto há algum tempo. O investigado pela morte de Luciani estava foragido desde 2022 por ser suspeito de matar a tiros o dono de uma padaria em Laranjal Paulista. O homem tinha 65 anos e foi baleado na cabeça enquanto abria o estabelecimento.
Depois do crime, ele fugiu usando um transporte e adotou o nome falso “John Ricce”. Atualmente, ele morava na mesma pousada que Luciani e Alberto. O homem foi preso em Gravataí, no Rio Grande do Sul, junto com a companheira, em uma tentativa de fuga após a morte de Luciani.
Luciani era natural de Alegrete e se intitula como administradora, corretora e turismóloga. Ela foi vista pela última vez na Praia dos Ingleses, no Norte da capital catarinense, em 4 de março. Os familiares perceberam que havia algo estranho com Luciani no dia 6 de março, quando ela não entrou em contato com a mãe para desejar feliz aniversário.
O boletim de ocorrência foi registrado apenas na segunda-feira (9), após a família desconfiar de erros gramaticais em mensagens enviadas pelo celular da corretora. Em uma delas, o contato da corretora disse que estava bem, mas que estaria sendo perseguida por um ex-namorado.
Dias depois, em 11 de março, um corpo esquartejado foi encontrado em Major Gercino, na Grande Florianópolis. Dois dias depois, exames de DNA confirmaram que o cadáver era de Luciani. Segundo a Polícia Civil, que investiga o caso, Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março. O corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento dela, quando foi retirado e levado para uma área rural e jogado em um rio, dividido em cinco partes.
A dona do residencial onde Luciani morava foi presa no dia 12 de março pelo crime de receptação após ser localizada com pertences da vítima. Segundo a polícia, diversas compras estavam sendo feitas no CPF de Luciani desde 6 de março. Um casal, que estava tentando fugir para o Rio Grande do Sul, e também é suspeito de envolvimento no crime, também foi preso. O caso é investigado como latrocínio, com roubo seguido de morte.
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