
A família da corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, morta e esquartejada no início de março deste ano, ainda não sabe quando conseguirá enterrá-la. Os irmãos da mulher afirmaram, nas redes sociais, que o velório acontecerá em Canoas, município do Rio Grande do Sul, onde a maior parte da família mora.
Durante a última semana, a família vem divulgando a confecção de camisetas para uso no velório, com os dizeres de “Justiça para Luciani”.
No entanto, ainda não há previsão para que a cerimônia aconteça. No momento, uma perícia com os materiais genéticos coletados pela Polícia Civil quer entender se a corretora foi dopada com alguma substância antes da morte, de acordo com o g1.
Em uma postagem, uma familiar de Luciani lamentou que a família ainda não conseguiu velar e enterrar a corretora. Ela também afirmou ainda não conseguiu aceitar a morte da irmã e não sabe se um dia conseguirá.
“Estou vivendo no automático há mais de uma semana uma tristeza e dor sem fim. Como vou conseguir retomar tudo? Não sei, mas você sabia que era forte, mas nem tanto. Sua morte inesperada e da forma que ocorreu dói muito, um dia a morte viria, mas por que agora? Por que assim? São tantos porquês. Lu, tu me treinou para vida, mas não pra viver sem você”, escreveu.
QUEM ERA LUCIANI?
Luciani era administradora, corretora e turismóloga. Ela foi vista pela última vez na Praia dos Ingleses. Segundo a família, alguém estava se passando por ela no celular.
Cinco pessoas são suspeitas da morte da corretora; caso é tratado como latrocínio. De acordo com a Polícia Civil, Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março. O corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento dela, quando foi retirado e levado para uma área rural e jogado em um rio, dividido em cinco sacos.
A dona da pousada onde Luciani morava foi presa na quinta-feira (12) pelo crime de receptação após ser localizada com pertences da vítima. Segundo a polícia, diversas compras estavam sendo feitas no CPF de Luciani desde 6 de março. Um casal, que estava tentando fugir para o Rio Grande do Sul, e também é suspeito de envolvimento no crime, também foi preso. O caso é investigado como latrocínio, com roubo seguido de morte.
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