A Comissão de Meio Ambiente da Alesc abriu a programação do Mês do Ambiente 2026 com foco direto em áreas protegidas, justiça climática e recuperação de ecossistemas que afetam a Grande Florianópolis.
O anúncio foi feito em 2 de junho e reúne 62 atividades em 21 municípios catarinenses, distribuídas ao longo deste mês, segundo a própria Assembleia.
Para Florianópolis, o principal destaque é a confirmação do evento “As Águas Pedem Voz: Missão Baías Norte e Sul” no IFSC Continente em 11 de junho.
Programação estadual mira impacto local na capital
A agenda lançada pela Alesc ocorre no contexto do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta sexta-feira, 5 de junho.
Embora estadual, a programação mira problemas concretos da capital, como poluição costeira, monitoramento de baías e pressão urbana sobre áreas sensíveis.
O cronograma inclui seminários, debates, exposições e ações educativas, com prioridade para conservação, biodiversidade e adaptação climática.
- Debates sobre justiça climática
- Discussões sobre áreas protegidas
- Ações educativas em diferentes regiões
- Eventos voltados à recuperação ambiental
Na prática, o desenho da programação coloca Florianópolis no centro das discussões ambientais do mês.

Baías Norte e Sul entram no foco de junho
O evento marcado para o IFSC Continente deve concentrar atenção especial sobre a qualidade ambiental das baías que cercam Florianópolis e municípios vizinhos.
A proposta é discutir poluição, monitoramento e recuperação de ecossistemas costeiros, tema sensível para mobilidade, pesca, turismo e ocupação urbana na região metropolitana.
O debate ganha peso extra porque a Defesa Civil catarinense informou que uma frente fria associada à formação de ciclone extratropical deve influenciar o estado a partir de 8 de junho.
Mudanças bruscas no tempo costumam ampliar a atenção sobre drenagem, escoamento, contaminação por resíduos e pressão sobre estruturas costeiras.
- Baía Norte
- Baía Sul
- Poluição hídrica
- Recuperação costeira
Por que a agenda ambiental ganhou urgência
A discussão ocorre enquanto Santa Catarina amplia alertas sobre riscos climáticos e eventos mais frequentes de instabilidade ao longo de 2026.
Em maio, o governo estadual já havia apontado mais de 80% de chance de estabelecimento do El Niño entre junho e agosto, com reflexos sobre chuva e temperatura.
Esse cenário reforça a leitura de que a pauta ambiental deixou de ser apenas temática e passou a integrar planejamento urbano, prevenção e gestão territorial.
Para Florianópolis, isso inclui desde preservação de manguezais até respostas para alagamentos, erosão e contaminação de corpos d’água.
- Lançamento da programação em 2 de junho
- Dia Mundial do Meio Ambiente em 5 de junho
- Debate sobre Baías Norte e Sul em 11 de junho
- Sessão sobre engenhos de farinha em 29 de junho
O que observar nas próximas semanas
O ponto decisivo será a capacidade de converter seminários em medidas permanentes, com monitoramento público e metas verificáveis.
Também será relevante acompanhar a participação de órgãos técnicos, universidades e gestores da Grande Florianópolis nos encontros previstos para junho.
Se a agenda avançar além do discurso, Florianópolis pode sair do Mês do Ambiente com novo eixo político voltado à proteção costeira e à adaptação climática.
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