Florianópolis apresentou um novo projeto urbano voltado à adaptação climática na região continental. A proposta mira Coqueiros e Estreito, áreas que concentram calor excessivo, baixa arborização e alagamentos recorrentes.
O plano foi disponibilizado pela Prefeitura em maio e detalha intervenções em 399 hectares. A meta é combinar drenagem, áreas verdes, travessias mais seguras e estímulo à mobilidade ativa.
Segundo a página oficial do projeto, a iniciativa prevê 16 corredores verdes e 13 novas áreas de lazer na porção continental da capital catarinense.
O que a proposta prevê para Coqueiros e Estreito
O desenho urbano conecta equipamentos públicos, áreas verdes e zonas de interesse social. O objetivo é reduzir ilhas de calor e tornar deslocamentos a pé mais confortáveis.
Entre as ações, estão 24,9 quilômetros de vias qualificadas, duas rotas junto à orla e intervenções em pontos de ônibus e edifícios públicos.
O plano também inclui uma nova transposição da BR-282 e a requalificação de outras sete travessias. A promessa é melhorar segurança para pedestres e integração entre bairros.
- 16 corredores verdes interligados
- 81 parklets verdes ao longo das vias
- 19,6 hectares de áreas viárias arborizadas
- 31 pontos de ônibus com mitigação de calor
A proposta foi selecionada pelo programa Data for Cool Cities. Na descrição oficial, a prefeitura afirma que a iniciativa recebeu apoio do WRI Brasil e da Google.org.

Meta é reduzir calor, alagamentos e poluição hídrica
O projeto vai além da arborização. Ele reúne soluções baseadas na natureza para atacar três problemas urbanos ao mesmo tempo: calor extremo, enchentes localizadas e degradação da água.
O pacote contempla wetland, jardins filtrantes, bacias de retenção e centenas de jardins de chuva. Essas estruturas ajudam a absorver água e diminuir a pressão sobre a drenagem.
De acordo com o material técnico, a expectativa é de redução média de 1,3°C na área e de 2,5°C nos corredores verdes, além de benefícios para biodiversidade e saúde.
- 1 wetland de 5 mil metros quadrados
- 5 jardins filtrantes somando 8,6 mil metros quadrados
- 248 jardins de chuva
- 1 ecoponto e 1 pátio de compostagem comunitária
O documento estima impacto direto sobre mais de 23 mil moradores. O efeito ampliado, porém, pode alcançar também a região metropolitana pela conexão viária e ambiental.
Próximas etapas e entraves para sair do papel
O projeto ainda depende de estudos executivos, licenciamento, governança e captação de recursos. Ou seja, a fase atual é de estruturação técnica e institucional.
Na página oficial, a prefeitura informa que as próximas etapas incluem monitoramento e manutenção de longo prazo. Isso indica que a execução deverá ocorrer em fases.
O contexto favorece a discussão. Em Santa Catarina, a expansão de eventos extremos e o impacto urbano do calor vêm ganhando espaço em relatórios públicos e na cobertura climática recente.
- Conclusão dos estudos e projetos executivos
- Consolidação da governança
- Licenciamento e busca de financiamento
- Execução das obras e manutenção permanente
A relevância do tema cresce num momento em que as variações climáticas em Florianópolis seguem no radar neste mês de junho, reforçando a pressão por respostas urbanas concretas.
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