Florianópolis: Operação Caduceu II revela fraude de R$ 1 milhão

Publicado por Marcelo Neves em 30 de maio de 2026 às 04:49. Atualizado em 30 de maio de 2026 às 04:49.

A Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina e a Polícia Civil deflagraram a Operação Caduceu II, com reflexos diretos sobre investigações conduzidas a partir de Florianópolis.

A ação foi divulgada nesta sexta-feira, 29 de maio de 2026, e mira um esquema de fraude tributária atribuído a um contador que teria usado empresas de clientes.

Segundo o governo estadual, o prejuízo estimado já chega a R$ 1 milhão, com bloqueios patrimoniais e apreensão de materiais para aprofundar a apuração.

Como a Operação Caduceu II foi apresentada

De acordo com a investigação divulgada pela Secretaria da Fazenda, a suspeita é de emissão de documentos fiscais fraudulentos por meio de empresas de clientes.

A apuração começou a partir de auditorias da SEF/SC e de investigação da Delegacia de Polícia de Gravatal, no Sul catarinense.

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão durante a semana, com recolhimento de materiais que ainda passarão por análise técnica.

O objetivo agora é identificar outros valores sonegados e verificar se existem novas vítimas dentro da mesma engrenagem tributária.

  • Atuação conjunta entre Fazenda e Polícia Civil
  • Alvo principal ligado à contabilidade de empresas
  • Busca por novos indícios de sonegação
  • Bloqueio de bens para reduzir perdas ao Estado
Florianópolis revela esquema de fraudes que causou prejuízo de R$ 1 milhão
Foto: Divulgação / Tratada com IA

Por que o caso tem peso político e fiscal em Florianópolis

Embora os mandados tenham sido cumpridos em Gravatal, o caso ganha relevância em Florianópolis por envolver a cúpula fazendária catarinense e a estrutura estadual de repressão a crimes fiscais.

A operação foi conduzida com participação da Delegacia de Investigação de Crimes Contra a Fazenda Pública, vinculada à DEIC.

Na capital, o tema reforça o debate sobre fiscalização, arrecadação e combate a fraudes em meio à agenda econômica do governo estadual.

Em outra frente recente, a própria Fazenda informou que houve novas ações contra irregularidades fiscais em maio de 2026, indicando intensificação do cerco sobre esquemas tributários.

  • Fraudes fiscais reduzem a arrecadação pública
  • Bloqueios patrimoniais tentam preservar recursos
  • Novas perícias podem ampliar o alcance do caso

O que pode acontecer a partir de agora

Com os materiais apreendidos, a tendência é de avanço da análise documental, digital e patrimonial dos investigados.

Se surgirem novas provas, o inquérito pode atingir outros envolvidos, empresas relacionadas e eventuais beneficiários indiretos do esquema.

A Assembleia Legislativa também colocou a infraestrutura e a gestão pública da Grande Florianópolis no centro do debate nesta semana, ao cobrar prioridade para ações estruturantes na região.

Nesse contexto, o avanço de operações fiscais ganha peso extra, porque atinge diretamente a capacidade do Estado de financiar serviços e obras.

  1. Análise do material apreendido
  2. Rastreamento de novos valores sonegados
  3. Identificação de outras possíveis vítimas
  4. Eventual ampliação das medidas judiciais

Até o momento, o governo catarinense não informou novos nomes de investigados além da referência ao contador apontado como alvo central da operação.

O caso deve seguir sob monitoramento nos próximos dias, com possibilidade de novos desdobramentos para a investigação tributária em Santa Catarina.

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