A Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina e a Polícia Civil deflagraram a Operação Caduceu II, com reflexos diretos sobre investigações conduzidas a partir de Florianópolis.
A ação foi divulgada nesta sexta-feira, 29 de maio de 2026, e mira um esquema de fraude tributária atribuído a um contador que teria usado empresas de clientes.
Segundo o governo estadual, o prejuízo estimado já chega a R$ 1 milhão, com bloqueios patrimoniais e apreensão de materiais para aprofundar a apuração.
Como a Operação Caduceu II foi apresentada
De acordo com a investigação divulgada pela Secretaria da Fazenda, a suspeita é de emissão de documentos fiscais fraudulentos por meio de empresas de clientes.
A apuração começou a partir de auditorias da SEF/SC e de investigação da Delegacia de Polícia de Gravatal, no Sul catarinense.
Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão durante a semana, com recolhimento de materiais que ainda passarão por análise técnica.
O objetivo agora é identificar outros valores sonegados e verificar se existem novas vítimas dentro da mesma engrenagem tributária.
- Atuação conjunta entre Fazenda e Polícia Civil
- Alvo principal ligado à contabilidade de empresas
- Busca por novos indícios de sonegação
- Bloqueio de bens para reduzir perdas ao Estado

Por que o caso tem peso político e fiscal em Florianópolis
Embora os mandados tenham sido cumpridos em Gravatal, o caso ganha relevância em Florianópolis por envolver a cúpula fazendária catarinense e a estrutura estadual de repressão a crimes fiscais.
A operação foi conduzida com participação da Delegacia de Investigação de Crimes Contra a Fazenda Pública, vinculada à DEIC.
Na capital, o tema reforça o debate sobre fiscalização, arrecadação e combate a fraudes em meio à agenda econômica do governo estadual.
Em outra frente recente, a própria Fazenda informou que houve novas ações contra irregularidades fiscais em maio de 2026, indicando intensificação do cerco sobre esquemas tributários.
- Fraudes fiscais reduzem a arrecadação pública
- Bloqueios patrimoniais tentam preservar recursos
- Novas perícias podem ampliar o alcance do caso
O que pode acontecer a partir de agora
Com os materiais apreendidos, a tendência é de avanço da análise documental, digital e patrimonial dos investigados.
Se surgirem novas provas, o inquérito pode atingir outros envolvidos, empresas relacionadas e eventuais beneficiários indiretos do esquema.
A Assembleia Legislativa também colocou a infraestrutura e a gestão pública da Grande Florianópolis no centro do debate nesta semana, ao cobrar prioridade para ações estruturantes na região.
Nesse contexto, o avanço de operações fiscais ganha peso extra, porque atinge diretamente a capacidade do Estado de financiar serviços e obras.
- Análise do material apreendido
- Rastreamento de novos valores sonegados
- Identificação de outras possíveis vítimas
- Eventual ampliação das medidas judiciais
Até o momento, o governo catarinense não informou novos nomes de investigados além da referência ao contador apontado como alvo central da operação.
O caso deve seguir sob monitoramento nos próximos dias, com possibilidade de novos desdobramentos para a investigação tributária em Santa Catarina.
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