A Polícia Civil de Santa Catarina apreendeu mais de 1,12 milhão de cigarros contrabandeados e prendeu um homem de 35 anos em flagrante no bairro Monte Verde, em Florianópolis.
A ação ocorreu na quarta-feira, 3 de junho, e foi divulgada pela corporação como um desdobramento de investigação da Delegacia de Repressão às Drogas da DEIC.
Segundo a polícia, a carga ilegal estava ligada ao financiamento de facção criminosa e tinha valor superior a R$ 1 milhão no varejo.
Apreensão em Florianópolis expõe escala do contrabando
De acordo com a Polícia Civil, foram recolhidos 56.084 maços de cigarros, equivalentes a cerca de 1.121.680 unidades de origem paraguaia.
O material estava armazenado em 108 caixas fechadas dentro da residência do investigado, alvo de mandado de busca e apreensão.
Entre as marcas citadas pela corporação estão Gift, ZenZ, Villas, Gudang e Oro, todas descritas como de procedência estrangeira ilegal.
A ocorrência reforça a pressão sobre rotas urbanas usadas para abastecer o comércio clandestino na capital catarinense.
- Bairro da operação: Monte Verde
- Data da prisão: 3 de junho de 2026
- Suspeito preso: homem de 35 anos
- Valor estimado da carga: acima de R$ 1 milhão

Como a investigação conecta o esquema ao crime organizado
A Polícia Civil afirma que o suspeito integrava uma facção com atuação dentro e fora dos presídios catarinenses.
Segundo a apuração, o comércio ilegal ajudava a sustentar o grupo por meio de uma taxa mensal cobrada de pontos de venda.
Os investigadores relataram cobrança de R$ 50 por loja, usada para permitir a comercialização dos produtos contrabandeados.
No imóvel, também foram apreendidos 251 dichavadores, item que, para a polícia, sugere conexão com outras atividades ilícitas.
- Crimes apontados: contrabando e integração de organização criminosa
- Órgão responsável: DRD/DEIC
- Objetivo policial: interromper fluxo de financiamento ilegal
Reincidência e pedido de prisão preventiva elevam gravidade
A corporação informou que esta foi a terceira prisão do mesmo homem por contrabando em três anos, dado usado para sustentar a gravidade do caso.
Após o flagrante, o suspeito foi levado à sede da DEIC para a formalização do auto de prisão.
A autoridade policial representou ao Judiciário pela conversão da prisão em preventiva, citando reincidência específica e alto valor envolvido.
Na prática, o caso amplia o debate sobre a capacidade de redes criminosas de operar logística, armazenamento e revenda em áreas urbanas da Grande Florianópolis.
Cenário de fiscalização e impacto regional
O avanço do combate ao crime organizado ocorre em um momento de reforço estadual da resposta a riscos e operações integradas em Santa Catarina.
Em maio, o governo catarinense decretou alerta climático com vigência inicial de 180 dias, mobilizando estruturas públicas para atuação antecipada.
Já a Polícia Federal informou, em outra frente, que investigações recentes no estado envolveram apreensão de cerca de 4,6 toneladas de cocaína e bloqueios patrimoniais milionários.
Embora os casos sejam distintos, eles mostram a mesma tendência: Santa Catarina segue no radar das autoridades por rotas logísticas exploradas por organizações criminosas.
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