Uma operação conjunta da Polícia Civil de Santa Catarina e da Polícia Federal apreendeu 14 celulares de alto valor sem comprovação de origem no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis.
A ação ocorreu durante fiscalização de bagagens, voos, tripulação e passageiros, com apoio de cães policiais. Os envolvidos foram levados à Delegacia de Proteção ao Turista, instalada no terminal.
Segundo a apreensão de 14 aparelhos sem nota ou prova de procedência, a passageira abordada poderá responder por receptação, enquanto a polícia tenta identificar os donos dos itens.
Como a apreensão aconteceu no terminal
A operação foi realizada na última sexta-feira, dia 17, mas ganhou repercussão nesta semana por envolver um ponto sensível da segurança aeroportuária em Florianópolis.
De acordo com a Polícia Civil, o foco era verificar materiais transportados em aeronaves, além de denúncias sobre supostas emissões fraudulentas de passagens.
Durante a vistoria, os agentes encontraram uma passageira transportando os 14 telefones. O material, descrito como de alto valor, não tinha comprovação imediata de origem.
- Fiscalização de bagagens e passageiros
- Emprego de cães da coordenadoria operacional
- Checagem de denúncias ligadas a passagens
- Encaminhamento imediato à delegacia do aeroporto
A Delegacia de Proteção ao Turista assumiu o procedimento criminal inicial. A apuração agora busca rastrear a origem dos aparelhos e localizar eventuais proprietários legítimos.

Por que o caso chama atenção em Florianópolis
O episódio ocorre em um momento de reforço nas ações contra crimes patrimoniais e rotas de circulação de mercadorias ilícitas em Santa Catarina.
No mesmo mês, a Polícia Federal informou que desarticulou uma organização investigada por tráfico transnacional e lavagem com bloqueio de até R$ 646 milhões, indicando pressão maior sobre rotas logísticas no estado.
Embora o caso dos celulares tenha natureza distinta, especialistas em segurança pública costumam tratar aeroportos como áreas estratégicas para interceptar produtos furtados, roubados ou desviados.
Florianópolis também ganhou visibilidade nacional nesta semana por outro motivo: a cidade apareceu em levantamento turístico com forte lembrança espontânea entre paulistanos.
- Capital é porta de entrada aérea do estado
- Terminal concentra turistas e viagens corporativas
- Fluxo intenso amplia desafio de fiscalização
- Casos de receptação afetam segurança e consumo
Próximos passos da investigação
A Polícia Civil informou que iniciou o processo de identificação da origem dos telefones. Se houver vítimas, os aparelhos poderão ser devolvidos após confirmação de propriedade.
Os investigadores também devem analisar se a ocorrência foi um fato isolado ou se pode ter relação com cadeia mais ampla de revenda irregular.
Em paralelo, o movimento crescente da capital mantém o aeroporto sob atenção. Reportagem recente mostrou Florianópolis em evidência no turismo do Sul, o que tende a elevar circulação de passageiros e a necessidade de controle.
- Perícia e catalogação dos 14 aparelhos
- Verificação de registros de furto ou roubo
- Identificação de possíveis compradores ou receptadores
- Devolução aos donos, se a origem for confirmada
Por enquanto, o caso expõe como operações de rotina no Hercílio Luz podem revelar suspeitas relevantes. Em um terminal cada vez mais movimentado, pequenas abordagens podem abrir investigações maiores.
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