A Polícia Civil de Santa Catarina começou a ampliar, em agosto, o uso do Sistema de Operações Policiais, batizado de SISOPE, para as unidades da Diretoria de Polícia da Grande Florianópolis.
A mudança foi alinhada em reunião realizada em 31 de julho, na Capital, com supervisores operacionais que atuam nas delegacias da região metropolitana.
Segundo a corporação, o novo software deve substituir o antigo Formulário de Apoio Operacional e centralizar a comunicação das ações policiais em uma única plataforma.
O que muda com a expansão do SISOPE
De acordo com a Polícia Civil, a fase final de testes do SISOPE será realizada durante o mês de agosto.
O sistema já vinha sendo usado em caráter experimental pela Delegacia de Homicídios da Capital. Agora, a ferramenta passará a atender todas as unidades da DPGF.
A promessa é padronizar registros, acelerar trocas internas de informação e melhorar o acompanhamento das operações em andamento na Grande Florianópolis.
Na prática, a corporação quer reduzir a dependência de formulários dispersos e criar um fluxo único para gestão operacional, despacho e monitoramento.
- Substituição do formulário usado hoje no apoio operacional
- Expansão do sistema para toda a Diretoria da Grande Florianópolis
- Testes concentrados ao longo de agosto de 2026
- Participação de áreas de tecnologia e contrainteligência

Quem participou da implementação
A reunião foi conduzida pelo Setor de Operações da Delegacia-Geral. Participaram supervisores responsáveis pelas unidades policiais ligadas à Diretoria da Grande Florianópolis.
O desenvolvimento ficou a cargo da Gerência de Tecnologia e Informação, com apoio da Gerência de Contrainteligência da Diretoria de Inteligência e do próprio setor operacional.
Esse desenho indica que o projeto não é apenas administrativo. Ele combina tecnologia, integração de dados e preocupação com segurança das informações sensíveis.
Em outra frente, o boletim eletrônico da Polícia Militar também mostra, em 2026, foco em formação continuada e qualificação operacional, sinalizando uma pressão maior por integração entre informação e resposta.
- Setor de Operações da Delegacia-Geral
- Gerência de Tecnologia e Informação
- Gerência de Contrainteligência
- Delegacias da Grande Florianópolis
Por que a Grande Florianópolis virou prioridade
A região concentra volume alto de ocorrências, deslocamentos metropolitanos e operações simultâneas. Por isso, ferramentas de coordenação costumam ganhar peso estratégico.
A digitalização do comando operacional também responde a uma demanda recorrente das forças de segurança: reduzir ruídos entre planejamento, execução e prestação de contas.
Em abril, por exemplo, uma operação da PRF na Grande Florianópolis apreendeu motos, motores e celulares em investigação sobre rachas e lavagem de dinheiro.
Esse ambiente ajuda a explicar por que a Polícia Civil trata o SISOPE como peça de gestão, e não apenas como troca de formulário.
- Primeiro, o sistema entra em testes ampliados em agosto.
- Depois, as unidades reportam ajustes necessários.
- Na sequência, a corporação consolida o uso regional.
- Se a adoção funcionar, o modelo pode ganhar escala estadual.
O avanço do SISOPE cria um novo marco de digitalização interna na segurança pública catarinense e coloca Florianópolis no centro desse processo em agosto de 2026.
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