A Polícia Civil de Santa Catarina colocou Florianópolis no centro de uma nova frente contra crimes financeiros após anunciar, em 2 de junho, a segunda fase da Operação Supply Chain.
A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao desvio de R$ 8.090.788,91 de uma empresa, segundo a própria corporação.
O caso ganhou relevância porque aponta uso de contas de terceiros, imóveis de alto padrão e plataformas de apostas para ocultar a origem dos recursos.
O que a investigação da Polícia Civil aponta
De acordo com a Polícia Civil, a apuração é conduzida pela Delegacia de Investigação à Lavagem de Dinheiro da DEIC.
Na versão oficial, a ofensiva é desdobramento direto de provas colhidas na primeira fase da operação, realizada em outubro de 2025.
O inquérito sustenta que o desvio passou de R$ 8 milhões e teria sido articulado por um ex-comprador.
Segundo os investigadores, notas fiscais falsas de empresas cooptadas foram usadas para fraudar o setor financeiro da companhia lesada.
- Valor sob apuração: R$ 8.090.788,91
- Data da segunda fase: 2 de junho de 2026
- Órgão responsável: DLAV/DEIC

Como o dinheiro teria sido ocultado
A Polícia Civil afirma que o principal investigado continuou praticando atos de lavagem mesmo após a etapa inicial da operação.
Na descrição dos agentes, ele agia como um “investidor profissional” para dar aparência lícita à movimentação financeira.
Entre os mecanismos citados estão contas bancárias de terceiros, inclusive da esposa, além de apostas esportivas e negociações imobiliárias.
Os imóveis mencionados pela investigação ficam no litoral catarinense, em cidades como Itapema, Porto Belo, Piçarras e Tijucas.
Em outro braço da apuração, a Secretaria de Segurança Pública mantém destaque para ações recentes da Polícia Civil envolvendo crimes patrimoniais e financeiros.
- Uso de “laranjas”
- Empresas de fachada
- Transações imobiliárias
- Movimentação em plataformas de apostas
Joinville entrou no radar e diligências continuam
Os investigadores também identificaram que cerca de R$ 6 milhões teriam sido escoados para um casal residente em Joinville.
De acordo com a corporação, esse núcleo teria usado empresas de fachada para esconder os reais beneficiários do dinheiro.
Até agora, a comunicação oficial não detalha denúncias formais ou condenações, e o caso segue em fase investigativa.
Isso significa que os fatos ainda dependem de aprofundamento pericial, análise documental e eventual manifestação do Ministério Público e da Justiça.
- Coleta de provas na primeira fase
- Análise do material apreendido
- Identificação de novos fluxos financeiros
- Avanço das diligências na segunda fase
Por que Florianópolis vira peça-chave nesse tipo de apuração
Florianópolis concentra estruturas estratégicas da segurança pública estadual e, por isso, costuma sediar investigações complexas da DEIC.
O histórico recente reforça essa tendência. Em maio, outra apuração da corporação mirou possíveis crimes financeiros ligados a operações da Casan.
Nesse caso, foram cumpridos sete mandados de busca em Florianópolis, Rancho Queimado e Rio de Janeiro.
O avanço da Supply Chain indica uma prioridade clara: seguir o rastro do dinheiro para atingir beneficiários, operadores e eventuais redes de apoio.
Para a capital catarinense, a notícia amplia o peso local em investigações de colarinho branco, um campo cada vez mais sensível para empresas e órgãos públicos.
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