Florianópolis: Polícia Civil desmantela esquema de R$ 8 milhões

Publicado por Marcelo Neves em 9 de junho de 2026 às 10:49. Atualizado em 9 de junho de 2026 às 10:49.

A Polícia Civil de Santa Catarina colocou Florianópolis no centro de uma nova frente contra crimes financeiros após anunciar, em 2 de junho, a segunda fase da Operação Supply Chain.

A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao desvio de R$ 8.090.788,91 de uma empresa, segundo a própria corporação.

O caso ganhou relevância porque aponta uso de contas de terceiros, imóveis de alto padrão e plataformas de apostas para ocultar a origem dos recursos.

O que a investigação da Polícia Civil aponta

De acordo com a Polícia Civil, a apuração é conduzida pela Delegacia de Investigação à Lavagem de Dinheiro da DEIC.

Na versão oficial, a ofensiva é desdobramento direto de provas colhidas na primeira fase da operação, realizada em outubro de 2025.

O inquérito sustenta que o desvio passou de R$ 8 milhões e teria sido articulado por um ex-comprador.

Segundo os investigadores, notas fiscais falsas de empresas cooptadas foram usadas para fraudar o setor financeiro da companhia lesada.

  • Valor sob apuração: R$ 8.090.788,91
  • Data da segunda fase: 2 de junho de 2026
  • Órgão responsável: DLAV/DEIC
Investigação revela desvio de recursos em Florianópolis, esquema desmantelado pela polícia
Foto: Divulgação / Tratada com IA

Como o dinheiro teria sido ocultado

A Polícia Civil afirma que o principal investigado continuou praticando atos de lavagem mesmo após a etapa inicial da operação.

Na descrição dos agentes, ele agia como um “investidor profissional” para dar aparência lícita à movimentação financeira.

Entre os mecanismos citados estão contas bancárias de terceiros, inclusive da esposa, além de apostas esportivas e negociações imobiliárias.

Os imóveis mencionados pela investigação ficam no litoral catarinense, em cidades como Itapema, Porto Belo, Piçarras e Tijucas.

Em outro braço da apuração, a Secretaria de Segurança Pública mantém destaque para ações recentes da Polícia Civil envolvendo crimes patrimoniais e financeiros.

  • Uso de “laranjas”
  • Empresas de fachada
  • Transações imobiliárias
  • Movimentação em plataformas de apostas

Joinville entrou no radar e diligências continuam

Os investigadores também identificaram que cerca de R$ 6 milhões teriam sido escoados para um casal residente em Joinville.

De acordo com a corporação, esse núcleo teria usado empresas de fachada para esconder os reais beneficiários do dinheiro.

Até agora, a comunicação oficial não detalha denúncias formais ou condenações, e o caso segue em fase investigativa.

Isso significa que os fatos ainda dependem de aprofundamento pericial, análise documental e eventual manifestação do Ministério Público e da Justiça.

  1. Coleta de provas na primeira fase
  2. Análise do material apreendido
  3. Identificação de novos fluxos financeiros
  4. Avanço das diligências na segunda fase

Por que Florianópolis vira peça-chave nesse tipo de apuração

Florianópolis concentra estruturas estratégicas da segurança pública estadual e, por isso, costuma sediar investigações complexas da DEIC.

O histórico recente reforça essa tendência. Em maio, outra apuração da corporação mirou possíveis crimes financeiros ligados a operações da Casan.

Nesse caso, foram cumpridos sete mandados de busca em Florianópolis, Rancho Queimado e Rio de Janeiro.

O avanço da Supply Chain indica uma prioridade clara: seguir o rastro do dinheiro para atingir beneficiários, operadores e eventuais redes de apoio.

Para a capital catarinense, a notícia amplia o peso local em investigações de colarinho branco, um campo cada vez mais sensível para empresas e órgãos públicos.

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