A Polícia Civil deflagrou nesta semana, em Florianópolis, a Operação Backstage para apurar suspeitas de corrupção em contratos ligados ao atendimento de pessoas em situação de rua na capital catarinense.
A investigação mira a contratação de uma entidade responsável por serviços na Passarela da Cidadania, estrutura pública voltada ao acolhimento de pessoas vulneráveis no Centro.
Segundo a apuração, houve cumprimento de sete mandados de busca e apreensão e afastamento de dois investigados, em um caso que amplia a pressão sobre a gestão dos serviços socioassistenciais.
O que a Operação Backstage investiga
De acordo com a Polícia Civil, os alvos incluem agentes públicos e pessoas ligadas à entidade contratada para executar parte do atendimento social na cidade.
A principal suspeita é de direcionamento de chamamento público para favorecer uma associação específica na prestação dos serviços financiados com recursos municipais.
Os investigadores afirmam que o primeiro termo de colaboração foi firmado em junho de 2025, com vigência de 90 dias e valor de R$ 3,3 milhões.
Depois, segundo a mesma linha investigativa, um novo contrato teria sido celebrado com validade de 12 meses e valor aproximado de R$ 21 milhões.
- Falsidade ideológica
- Tráfico de influência
- Corrupção
- Organização criminosa

Por que o caso atinge a Passarela da Cidadania
A Passarela da Cidadania concentra serviços essenciais para pessoas em situação de rua, como acolhimento, encaminhamento e apoio assistencial em uma área sensível da capital.
O tema ganhou ainda mais peso porque a operação é tratada como desdobramento de apurações anteriores sobre uso de recursos públicos em Florianópolis.
Um documento técnico recente da prefeitura confirma que o Centro POP e a Passarela da Cidadania seguem identificados como equipamentos públicos relevantes no Centro, reforçando a importância estratégica da estrutura.
Na prática, isso significa que qualquer interrupção, troca de gestão ou instabilidade contratual pode afetar diretamente o atendimento diário da população vulnerável.
- Atendimento social continuado
- Encaminhamento para serviços públicos
- Acolhimento em área central
- Resposta municipal à vulnerabilidade urbana
Quais são os próximos passos da apuração
A Polícia Civil informou que a investigação continua com análise do material apreendido durante o cumprimento dos mandados desta terça-feira, 23 de junho de 2026.
O caso também é descrito como um desdobramento da Operação Pecados Capitais, aberta em 2024 para investigar indícios de desvios de recursos públicos no município.
Conforme o histórico divulgado, a Polícia Civil mantém operações ativas e medidas patrimoniais em investigações complexas na capital, o que indica continuidade no rastreamento financeiro.
A prefeitura informou que aguardava informações oficiais para avaliar medidas administrativas. Até esta quinta-feira, 25 de junho de 2026, não havia anúncio público de mudança estrutural no atendimento.
- Análise de celulares, documentos e arquivos apreendidos
- Consolidação dos vínculos entre agentes públicos e entidade investigada
- Eventual envio de novas conclusões ao Judiciário
- Definição de possíveis medidas administrativas pela prefeitura
O avanço do caso tende a ter impacto político e social porque envolve dinheiro público, contratação sensível e um serviço central para a política de assistência em Florianópolis.
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