O programa APOIA, do Ministério Público de Santa Catarina, ganhou novo destaque em Florianópolis após avançar no Instituto Estadual de Educação, a maior escola catarinense em número de matrículas.
Segundo o MPSC, a unidade registrou 444 atendimentos ligados ao programa entre 2025 e julho de 2026, em uma frente voltada a reduzir faltas e impedir abandono escolar.
No recorte estadual, o órgão afirma que o sistema ajudou a trazer de volta cerca de 80 mil alunos às escolas catarinenses em 2025, dado que reposiciona a evasão como tema urgente na capital.
Como o monitoramento funciona no maior colégio do estado
O Instituto Estadual de Educação atende mais de 5 mil estudantes em Florianópolis, distribuídos em diferentes turnos e etapas de ensino.
De acordo com o MPSC, o controle de presença é diário e usa a leitura das carteirinhas estudantis para acelerar a identificação de ausências consecutivas.
Quando surgem sinais de infrequência, a escola faz contato inicial com a família e conversa com o estudante antes de acionar a rede de proteção.
- presença acompanhada diariamente;
- alerta para faltas consecutivas;
- contato rápido com responsáveis;
- registro formal em caso de persistência.
Se as faltas injustificadas continuam, o caso entra no sistema APOIA, conectado ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público.
Por que o caso de Florianópolis chama atenção
O avanço do programa no IEE tem peso simbólico e operacional porque a escola concentra grande volume de alunos e situações sociais muito distintas.
A lógica do APOIA é impedir que a ausência vire abandono, com busca ativa e resposta intersetorial antes que o vínculo escolar se rompa.
A própria Secretaria de Estado da Educação define o APOIA como um programa para garantir a permanência de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos e promover o retorno de quem deixou os estudos.
Em Florianópolis, o dado de 444 atendimentos sugere pressão contínua sobre a rede escolar, mesmo em uma unidade com estrutura consolidada.
- o problema não se resume à matrícula;
- a frequência virou indicador central;
- família e escola atuam juntas;
- o Ministério Público entra como articulador.
Busca ativa vira eixo da resposta institucional
O MPSC sustenta que a busca ativa precisa ser contínua, e não uma ação isolada feita apenas quando o aluno já está prestes a sair da escola.
No IEE, essa atuação é complementada pelo NEPRE, núcleo que acompanha contextos de vulnerabilidade percebidos durante os atendimentos.
O modelo reforça uma tendência mais ampla no debate educacional catarinense, que inclui apoio às famílias e prevenção de riscos no ambiente escolar como parte da permanência estudantil.
Na prática, o movimento em Florianópolis mostra que combater evasão depende menos de reação tardia e mais de rastreamento rápido, escuta e coordenação institucional.
Para a capital, o caso recoloca a permanência escolar no centro da agenda pública em agosto de 2026, agora com números concretos e foco preventivo.
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