Florianópolis entrou no radar da indústria de defesa e de tecnologia após sediar, nos dias 21 e 22 de maio, a 4ª SC Expo Defense, evento que reuniu governo, empresas e academia.
A presença do Ministério da Defesa deu peso político à feira e ampliou a leitura de que a capital catarinense busca espaço em um setor de alto valor agregado.
Segundo o governo federal, a feira ocorreu na Fiesc com foco em inovação, negócios e cooperação institucional, num movimento que conecta pesquisa aplicada, produção industrial e formação técnica.
Ministério da Defesa dá tração nacional ao evento
A participação oficial do ministério foi confirmada em nota publicada após a realização da 4ª SC Expo Defense em Florianópolis.
Na abertura, esteve presente a secretária-geral do Ministério da Defesa, Cinara Wagner Fredo, ao lado de representantes das Forças Armadas, da indústria e de centros de pesquisa.
O ministério informou que o encontro reuniu 60 expositores, entre eles 17 Empresas de Defesa e Empresas Estratégicas de Defesa.
- Governo federal
- Empresas do setor
- Universidades e centros de pesquisa
- Instituições de formação em defesa
Esse desenho transforma a feira em vitrine para contratos, parcerias técnicas e circulação de projetos com potencial dual, civil e militar.

Quais tecnologias dominaram a programação
De acordo com o Ministério da Defesa, as equipes técnicas acompanharam debates e reuniões sobre sistemas espaciais, drones, robótica, inteligência artificial, supercomputação e manufatura avançada.
Esses temas ajudam a explicar por que Florianópolis ganhou relevância. A cidade já concentra empresas de base tecnológica, universidades e ambientes de inovação capazes de dialogar com essa agenda.
No texto oficial, o ministério afirma que a atuação da Seprod esteve voltada à prospecção de tecnologias emergentes e ao acompanhamento da Base Industrial de Defesa.
- Drones
- Robótica
- Inteligência artificial
- Supercomputação
- Manufatura avançada
Na prática, isso indica uma busca por soluções escaláveis, com uso em monitoramento, logística, treinamento, segurança e desenvolvimento industrial.
Florianópolis tenta converter vitrine em cooperação
O governo também destacou a presença da Escola Superior de Guerra e da Escola Superior de Defesa, instituições ligadas ao sistema de ensino do setor.
Segundo a pasta, a passagem dessas instituições pela feira abriu espaço para cooperação institucional com possibilidade de curso cooperativo no segundo semestre de 2026.
Esse detalhe importa porque desloca a discussão além da exposição comercial. O foco passa a incluir formação de pessoal, produção de conhecimento e criação de redes permanentes.
Para Florianópolis, o ganho imediato é reputacional. O desafio agora é transformar visibilidade em projetos locais, atração de investimentos e retenção de talentos especializados.
- Consolidar parcerias com universidades
- Aproximar startups de demandas governamentais
- Estimular pesquisa aplicada
- Converter eventos em negócios permanentes
O que observar após a feira
O próximo passo será medir se a exposição gerou acordos, novos editais, cursos e rodadas de negócios com continuidade fora do calendário do evento.
A própria programação, realizada nas instalações da Fiesc em Florianópolis nos dias 21 e 22 de maio, sugere uma ambição maior que a de uma mostra regional.
Se essa articulação avançar, a capital catarinense poderá reforçar sua posição como polo de inovação sensível, capaz de dialogar com indústria, ciência e Estado em um segmento estratégico.
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