A UFSC formalizou um novo passo para a permanência estudantil em Florianópolis com a assinatura da ordem de serviço da reforma da Moradia Estudantil no campus Trindade.
O ato ocorreu em 1º de junho de 2026 e envolve recursos do MEC e da própria universidade para adequar uma estrutura considerada estratégica para alunos de baixa renda.
Segundo a universidade, o contrato prevê investimento de R$ 1,345 milhão em uma área de 4 mil metros quadrados, com execução estimada até junho de 2027.
Obra mira permanência de alunos em Florianópolis
A moradia atende estudantes de graduação presencial do campus-sede vindos de fora da Grande Florianópolis.
O público prioritário é formado por alunos com renda per capita de até um salário mínimo, conforme os critérios vigentes da assistência estudantil.
A cerimônia reuniu representantes da UFSC, do Ministério da Educação e do movimento estudantil.
A assinatura foi apresentada como resposta a uma demanda antiga ligada à infraestrutura da Casa do Estudante Universitário, conhecida como CEU.
- Campus contemplado: Trindade
- Prazo previsto: até junho de 2027
- Origem dos recursos: MEC e orçamento da UFSC
- Empresa contratada: Ghimm Tec

Capacidade atual e função social da moradia
A estrutura tem papel central para evitar evasão entre estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
De acordo com a PRAE, a moradia estudantil da UFSC dispõe de 156 vagas gratuitas, sem cobrança de água, energia, gás ou outros insumos básicos.
Esse modelo reduz custos fixos para quem chega à capital catarinense sem rede familiar de apoio.
Também funciona como instrumento de permanência acadêmica, especialmente para estudantes do interior e de famílias com orçamento restrito.
- Benefício voltado ao campus Florianópolis
- Foco em estudantes de baixa renda
- Vagas gratuitas
- Acompanhamento administrativo pela PRAE
Contexto político e pressão por assistência estudantil
A obra ganhou peso político por ocorrer em meio ao debate nacional sobre permanência universitária.
Nos bastidores, a assinatura foi tratada como resultado de mobilização estudantil e negociação institucional com o MEC.
Em comunicado oficial, o MEC participou da cerimônia de assinatura realizada na Reitoria da UFSC em 1º de junho, reforçando o caráter federal da intervenção.
A expectativa agora recai sobre o cronograma físico da obra e sobre a capacidade da universidade de manter outras políticas de assistência em paralelo.
- Execução da reforma começa após a ordem de serviço
- Universidade acompanha prazos e entrega
- Comunidade estudantil monitora impactos na permanência
- Resultado concreto será medido pela qualidade da estrutura final
O que muda para estudantes da capital catarinense
No curto prazo, a principal mudança é simbólica: a obra saiu do campo da promessa e entrou na fase contratual.
No médio prazo, a reforma pode melhorar segurança, habitabilidade e condições de estudo para moradores da CEU.
Para Florianópolis, o tema extrapola o campus porque pressiona o debate sobre custo de vida, aluguel e acesso ao ensino superior.
Se o cronograma for cumprido, a entrega em junho de 2027 poderá se tornar um dos principais marcos recentes da política de permanência estudantil na cidade.
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