A UFSC e o Ministério da Educação colocaram em marcha uma obra aguardada há anos em Florianópolis. A reforma da Moradia Estudantil do campus Trindade foi formalizada em 1º de junho.
O contrato prevê R$ 1.345.545,96 para intervenções em uma área de 4 mil metros quadrados, com execução programada até junho de 2027.
A medida recoloca a permanência estudantil no centro do debate local, num momento de pressão por infraestrutura básica, dignidade e ampliação de vagas para alunos em vulnerabilidade.
O que será feito na Moradia Estudantil da UFSC
Segundo a universidade, a obra abrange aquecimento de água, esgotamento sanitário, pintura, revitalização das alas antiga e nova e troca parcial de portas e esquadrias danificadas.
A ordem de serviço foi assinada após cerimônia no campus. A empresa contratada é a Ghimm Tec, com recursos do MEC e do orçamento da própria UFSC.
De acordo com a reforma formalizada entre UFSC e MEC para a Casa do Estudante Universitário, o foco inicial é corrigir problemas estruturais e eliminar vazamentos.
- Substituição do sistema de aquecimento solar por bombas de calor
- Reestruturação da rede externa de esgoto
- Pintura interna e externa dos blocos
- Troca parcial de esquadrias e portas

Pressão estudantil acelerou a liberação dos recursos
A universidade atribui o avanço a uma mobilização iniciada ainda em 2023. O tema ganhou força após a visita do ministro Camilo Santana à UFSC, em dezembro de 2025.
Na ocasião, lideranças estudantis entregaram uma carta relatando precariedades no prédio. Depois disso, o DCE articulou novas cobranças e levou a pauta a Brasília.
No relato publicado pela instituição, a representação estudantil sustenta que a mobilização junto ao MEC ocorreu em tempo recorde diante do risco de perda de prioridade orçamentária.
Mesmo com a assinatura, estudantes afirmam que a obra não resolve tudo. Itens como elevador e garantia permanente de água quente continuam fora do pacote atual.
- Reivindicações foram apresentadas ao MEC em dezembro de 2025
- Projetos técnicos seguiram em elaboração ao longo de 2026
- A ordem de serviço foi assinada em 1º de junho
- A execução deve seguir até junho de 2027
Obra resolve parte do problema, mas não a falta de vagas
O reitor Irineu Manoel de Souza reconheceu que a capacidade atual é insuficiente. Hoje, a moradia atende apenas 156 estudantes no campus-sede.
Esse número ajuda a explicar por que a reforma é tratada como avanço parcial. A gestão afirma já ter solicitado ao novo PAC recursos para uma nova estrutura.
Em outra frente, a própria UFSC mantém aberto o processo seletivo 2026-2, com 385 vagas em 29 cursos para ingresso no segundo semestre, o que amplia a pressão por políticas de permanência.
Para Florianópolis, o anúncio tem peso além do campus. A moradia universitária influencia circulação econômica, acesso ao ensino superior e retenção de alunos de baixa renda.
Se o cronograma for cumprido, a capital catarinense verá uma das principais demandas estudantis recentes sair do papel. A disputa, porém, muda de fase: agora, será pela entrega e pela expansão.
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