A Universidade Federal de Santa Catarina abriu uma nova frente de debate climático em Florianópolis ao confirmar, para segunda-feira, 8 de junho de 2026, uma palestra pública sobre o fenômeno El Niño-Oscilação Sul.
A atividade será realizada no auditório Elke Hering, na Biblioteca Universitária, no campus Trindade, com participação da oceanógrafa Laís Gonçalves Fernandes e entrada gratuita mediante inscrição prévia.
O evento ganhou relevância local porque ocorre em meio ao aumento da atenção sobre extremos de chuva, estiagem e variações de temperatura que afetam Santa Catarina.
UFSC coloca clima no centro da agenda pública
Segundo a própria universidade, a palestra sobre o El Niño-Oscilação Sul será realizada em 8 de junho, das 14h às 15h30, em comemoração ao Dia Mundial dos Oceanos.
A organização é da Sala Verde UFSC em parceria com o Grupo de Trabalho de Educação Ambiental da Região Hidrográfica 08 de Santa Catarina.
O foco anunciado é explicar como a interação entre oceano e atmosfera interfere no clima da América do Sul e pode favorecer eventos extremos.
A escolha do tema também amplia o alcance público de um debate que costuma ficar restrito a boletins técnicos e centros de pesquisa.
- Data: 8 de junho de 2026
- Horário: 14h às 15h30
- Local: Biblioteca Universitária da UFSC, Trindade
- Acesso: gratuito, com certificado

Por que o tema importa para Florianópolis
Florianópolis convive com vulnerabilidades ligadas a drenagem urbana, encostas, mobilidade e pressão sobre áreas costeiras.
Nesse contexto, entender padrões climáticos de grande escala deixou de ser assunto apenas acadêmico e passou a influenciar planejamento urbano e prevenção.
De acordo com a descrição oficial, o encontro vai abordar ciclo de vida do ENOS, teleconexões atmosféricas e impactos práticos sobre chuva e temperatura.
Em linguagem direta, isso ajuda a traduzir para o público por que uma mudança no Pacífico pode repercutir no cotidiano catarinense meses depois.
- chuvas acima da média em determinados períodos
- seca em outras regiões do continente
- oscilações térmicas mais marcadas
- pressão adicional sobre infraestrutura urbana
Quem participa e o que deve ser discutido
A palestrante convidada é doutora em Engenharia de Recursos Hídricos e Ambiental e integra estudos ligados ao Sistema de Análise de Risco Climático.
A UFSC informa que a pesquisadora também atua no Laboratório de Dinâmica dos Oceanos, com investigações sobre conexões entre ENOS e eventos de precipitação.
O pano de fundo científico reforça o peso do encontro num momento em que universidades buscam aproximar pesquisa aplicada e comunicação pública.
Outro ponto esperado é a discussão sobre como informação climática pode orientar decisões locais antes de períodos críticos.
- traduzir conceitos técnicos para linguagem acessível
- relacionar o ENOS a impactos regionais
- estimular prevenção e educação ambiental
- ampliar o diálogo entre universidade e comunidade
Movimento se conecta a uma agenda maior
O debate ocorre no mesmo contexto em que a ONU mantém o Dia Mundial dos Oceanos como mobilização internacional sobre clima, biodiversidade e equilíbrio ambiental.
Na definição das Nações Unidas, os oceanos têm papel central na regulação climática e na manutenção da vida no planeta, eixo que também embasa a programação organizada em Florianópolis.
Para a capital catarinense, o simbolismo é evidente: cidade insular, costeira e altamente dependente de previsibilidade climática para serviços, circulação e segurança.
Em outra frente, o aquecimento dos oceanos segue no centro dos alertas sobre eventos extremos, reforçando a atualidade do tema levado pela UFSC ao público local.
Com isso, Florianópolis entra no noticiário desta semana menos por obra ou operação policial e mais por uma agenda científica que dialoga diretamente com riscos reais da cidade.
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