
A Guarda Municipal retirou a faixa na manhã do dia seguinte, após publicação na coluna Bom Dia, no jornal ND. A desembargadora Denise de Souza Luiz Francoski indeferiu o pedido da procuradoria de Florianópolis para suspender a execução de obras emergenciais no prédio da antiga rodoviária. A decisão confirma que a responsabilidade sobre o imóvel é exclusiva do município.
O Executivo tentou reverter a liminar alegando que a restauração completa superaria os R$ 30 milhões, argumento que foi refutado pela magistrada sob a justificativa de que a ordem judicial não exige uma reforma plena, mas sim, intervenções vitais de segurança, como escora de marquise, limpeza, reparo de telhas e cercamento para evitar invasões. A decisão destaca que o estado de depredação é avançado e representa risco iminente, citando registros fotográficos que sugerem a ausência de medidas efetivas de proteção.
Com a negativa do efeito suspensivo, permanece em vigor o prazo de 60 dias para a conclusão das melhorias estruturais, sob pena de multa diária de R$ 5 mil, limitada ao teto de R$ 1 milhão.
Uma equipe da Guarda Municipal de Florianópolis abordou três homens, na tarde desta segunda-feira (9), nas imediações da antiga rodoviária. Um dos abordados foi identificado com vasta ficha criminal, além de apreensão de diferentes materiais cortantes. Todos foram levados para trâmites cabíveis. Em meio ao emaranhado judicial, o passivo estrutural vai se consolidando como uma das novelas mais extensas e graves de Florianópolis.
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