terça-feira, 24 de março de 2026
Notícias de última hora

Investigação do MPSC sobre o caso cão Orelha avança para fase decisiva

Redação Notícias Floripa
Redação Notícias Floripa EM 23 DE MARçO DE 2026, ÀS 17:03
Edifício da Procuradoria-Geral do Estado de Santa Catarina com fundo de um cão.
Foto: Reprodução/ND Mais" width="1200" height="700" srcset="https://static.ndmais.com.br/2026/03/cao-orelha-16.jpg 1200w, https://static.ndmais.com.br/2026/03/cao-orelha-16-800x467.jpg 800w, https://static.ndmais.com.br/2026/03/cao-orelha-16-768x448.jpg 768w, https://static.ndmais.com.br/2026/03/cao-orelha-16-320x187.jpg 320w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /> - Investigação do MPSC sobre o caso cão Orelha avança para fase decisiva

A investigação do MPSC sobre a morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, entra em uma fase decisiva. Um grupo de trabalho formado pelas 10ª e 2ª Promotorias de Justiça da Capital analisa um amplo conjunto de provas coletadas pela Polícia Civil e, posteriormente, pelo MPSC.

O procedimento ocorre sob sigilo e, segundo o MPSC, marca uma nova etapa da apuração, com foco em uma análise técnica aprofundada do material reunido. Até a próxima semana, em 2 de abril, o MPSC analisa: mais de mil horas de vídeos, incluindo imagens de câmeras de monitoramento públicas e privadas; dados extraídos de celulares apreendidos, que podem ajudar a reconstituir a dinâmica dos fatos e identificar possíveis envolvidos; laudos periciais, especialmente o exame realizado após a exumação do corpo do animal; depoimentos, documentos e demais provas colhidas ao longo de cerca de 96 diligências conduzidas pela Polícia Civil e pelo próprio MP.

No inquérito, a PCSC concluiu pela internação de um adolescente pela agressão ao cão Orelha e pelo indiciamento de três adultos por coação de testemunhas. O MP está decidindo se, ao final, irá oferecer denúncia à Justiça contra os adultos; apresentar representação, no caso do adolescente; pedir novas diligências, como novos laudos periciais, ou solicitar o arquivamento do caso.

Se o MP decidir seguir em frente, pode oferecer denúncia criminal no caso dos três adultos à Justiça. Se o juiz aceitar, eles passam à condição de réus e respondem a um processo penal. Já no caso do adolescente, como ele é menor de idade, não há “crime” formal segundo a lei brasileira, e sim ato infracional.

O caso da morte do cão Orelha começou a ser investigado após o animal ser encontrado em estado grave no dia 5 de janeiro, depois de desaparecer na madrugada anterior. Segundo boletins policiais e relatos de moradores, ele teria sido agredido por um grupo de jovens com objetos contundentes e precisou ser sacrificado em uma clínica veterinária.

A repercussão foi imediata, com manifestações públicas e mobilização nas redes sociais por meio da hashtag #JustiçaPorOrelha. A Polícia Civil de Santa Catarina instaurou inquérito para apurar o caso como ato infracional análogo a maus-tratos a animais. Imagens de câmeras de segurança e depoimentos indicaram a participação de quatro adolescentes nas agressões e, paralelamente, três adultos foram indiciados por suspeita de coagir testemunhas.

Redação Notícias Floripa
Redação Notícias Floripa

A Redação Notícias Floripa é composta por uma equipe de jornalistas profissionais baseados em Florianópolis. Comprometidos com o Jornalismo Local e a verificação dos fatos, cobrimos segurança, clima e serviços públicos consultando sempre fontes oficiais e autoridades competentes. Nosso processo editorial prioriza a precisão e a utilidade pública para os moradores da Grande Floripa.

Deixe o seu comentário!

Receba conteúdos e promoções