
Uma mulher foi presa em flagrante na tarde desta segunda-feira (9) por manter cães e gatos em condições de maus-tratos em um canil clandestino no bairro Campeche, em Florianópolis. A ação foi realizada pela Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Proteção Animal da Capital, em conjunto com a Diretoria de Bem-Estar Animal de Florianópolis.
Segundo a polícia, a investigação começou após denúncias de que diversos animais eram mantidos em ambiente insalubre e em condições precárias de saúde. Havia, inclusive, relatos de cães mortos no local.
Em uma primeira fiscalização realizada pela equipe da DIBEA, a tutora teria deixado o imóvel antes da abordagem e apresentou posteriormente apenas quatro cães para atendimento veterinário, alegando que eram os únicos sob seus cuidados.
Diante da suspeita de que havia mais animais no local e dos possíveis maus-tratos, a Polícia Civil solicitou à Justiça um mandado de busca e apreensão na residência. A ordem foi cumprida nesta segunda, quando os agentes encontraram cães e gatos vivendo em meio a sujeira, fezes e condições consideradas inadequadas para os animais.
Durante a operação, também foram localizadas carcaças de animais mortos. Os corpos foram recolhidos e encaminhados para análise da Polícia Científica de Santa Catarina, que irá apurar as causas das mortes.
Ao todo, sete cães e cinco gatos foram resgatados no imóvel. Os animais foram encaminhados pela DIBEA para atendimento médico-veterinário, onde passarão por avaliação de saúde, castração e microchipagem antes de serem disponibilizados para adoção responsável.
Após o resgate, a mulher foi conduzida à delegacia, onde foi autuada em flagrante pelo crime de maus-tratos qualificado contra cães e gatos. Em seguida, ela foi colocada à disposição da Justiça.
A protetora de animais Rô Ebel, que registrou boletim de ocorrência contra a mulher presa, afirmou que moradores da região denunciavam o canil clandestino há três anos e foram até ameaçados. “Os vizinhos estavam lutando já há três anos e entraram em contato comigo para pedir ajuda. Eles diziam que eram até ameaçados de morte por ela”, afirmou.
De acordo com a protetora, a mulher se apresentava como defensora dos animais e alegava ter autorização para manter os cães, mas, na prática, operava um canil clandestino. “No domingo (8), fui até o local a pedido dos vizinhos para ver a situação e me deparei com um cenário de horror. Tinha animal morto e vários outros espalhados no local sem acesso à água ou alimento visíveis. Muita diarreia com sangue. E ninguém responsável no local. Começamos a tentar ajuda com polícia e vários órgãos”, explicou.
Entre os animais encontrados no local havia diversas raças, como Lulu da Pomerânia, Shih-tzu, Pinscher e Pug. Segundo a Rô Ebel, a suspeita mantinha a criação desses cães e realizava entregas para os possíveis clientes durante a madrugada.
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