Nesta quarta (16) faz 34 anos da morte do folclorista Franklin Cascaes. A exposição “Tessituras do Invisível — Desdobrando Cascaes” propõe imersão na imaginação mítica, gráfica e fabuladora de Franklin Cascaes em Florianópolis. A mostra inaugura na próxima terça-feira (10) no MArquE (Museu de Arqueologia e Etnologia) da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).
Criada por 16 artistas da Acap (Associação Catarinense dos Artistas Plásticos), a instalação celebra 50 anos da associação e dialoga entre obras do acervo do museu e criações inéditas que reinterpretam temas, personagens e símbolos do artista e folclorista catarinense.
A mostra ocorre em paralelo à exposição “Cascaes: Os Fios Originários”, apresentada na Sala de Exposições Cascaes, também no MArquE. Juntas, as exposições abordam as obras de referência nacional no estudo da cultura popular do litoral de Santa Catarina.
Com curadoria de Meg Tomio Roussenq e Anna Moraes, “Tessituras do Invisível” não se propõe apenas como homenagem, mas como um exercício de ativação do legado do artista no presente. A instalação funciona como uma ponte simbólica com “Cascaes: Os Fios Originários”, que reúne 22 obras do artista pertencentes ao acervo do museu.
A mostra integra a programação comemorativa dos 50 anos da Acap, celebrados em 2025, e dá sequência a uma série de exposições que ressignificam o legado dos oito fundadores da associação, entre eles o homenageado. Segundo o presidente da Acap, Gelsyr Ruiz, a proposta é unir memórias do passado com inquietações do presente, ocupando espaços culturais de destaque da Capital.
As obras abordam temas como identidade, território, mitos, transformações urbanas, crise ambiental e saúde mental, dialogando com personagens clássicos do universo cascaesiano como bruxas, rendeiras e figuras fantásticas, em uma ótica contemporânea.
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