Topázio Neto deixa PSD e apoia reeleição de Jorginho Mello em 2026

Publicado por Marcelo Neves em 30 de maio de 2026 às 22:49. Atualizado em 30 de maio de 2026 às 22:49.

O mais recente fato político envolvendo Topázio Neto em 2026 é sua saída do PSD, em meio ao racha interno da sigla em Santa Catarina e ao apoio declarado à reeleição do governador Jorginho Mello.

O movimento desloca o prefeito de Florianópolis do centro administrativo para o tabuleiro estadual. A ruptura também expõe uma disputa entre projetos eleitorais rivais dentro do partido.

Segundo relato publicado em 20 de março, Topázio confirmou ter entregue a carta de desfiliação após divergências sobre o rumo do PSD catarinense.

Rompimento muda eixo político do prefeito

Topázio afirmou que o PSD deveria apoiar Jorginho Mello em 2026. A posição contrariou a estratégia de candidatura própria defendida por aliados de João Rodrigues.

Na entrevista citada pela imprensa regional, o prefeito disse que não via um “projeto estruturado” no partido. A fala marcou o tom público do rompimento.

A saída ocorreu após semanas de tensão. O gesto encerrou uma convivência já deteriorada entre o núcleo do prefeito da Capital e a direção estadual da sigla.

  • Topázio defendia aliança com o PL.
  • O PSD mantinha articulação própria para 2026.
  • João Rodrigues aparecia como foco da divergência.
Topázio Neto se despede do PSD em evento político na capital
Foto: Divulgação / Tratada com IA

Crise interna no PSD se intensificou em março

A ruptura não foi apenas simbólica. A crise avançou quando o diretório estadual abriu um processo de expulsão por infidelidade partidária.

Reportagem publicada em 19 de março registrou que o pedido de desfiliação antecipou um desfecho que já se desenhava nos bastidores, após a escalada de tensões sobre a eleição estadual.

Na carta aberta, Topázio elevou o tom. Ele atribuiu ao adversário interno um projeto guiado por ambição pessoal e sem proposta clara para Santa Catarina.

O episódio ampliou o peso político do prefeito fora de Florianópolis. Mesmo sem anunciar nova legenda, ele passou a ser peça relevante na montagem de alianças para 2026.

  1. Primeiro vieram as divergências sobre apoio estadual.
  2. Depois surgiu o processo interno no PSD.
  3. Por fim, Topázio formalizou a saída.

Impacto em Florianópolis e nas eleições de 2026

Embora o movimento seja partidário, os efeitos recaem sobre a gestão municipal. Topázio tenta separar a administração da disputa eleitoral, mas a crise eleva a temperatura política local.

Ele declarou que permanecerá os quatro anos no comando da prefeitura. Ao mesmo tempo, mantém alinhamento com Jorginho Mello e sinaliza participação no debate estadual.

Na prática, o prefeito busca preservar duas frentes: governabilidade em Florianópolis e influência na sucessão catarinense. Esse equilíbrio será decisivo nos próximos meses.

O caso também surge após um período de desgaste com o funcionalismo. Em maio, a prefeitura voltou ao noticiário quando o TJSC declarou ilegal a greve de servidores municipais e determinou retorno em 24 horas.

Essa combinação entre pressão administrativa e reposicionamento partidário transforma Topázio em um ator além da Capital. Seu próximo passo partidário, agora, virou uma das incógnitas centrais da política catarinense.

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