A Prefeitura de Florianópolis abriu uma nova frente de diagnóstico do trânsito ao iniciar visitas domiciliares da Pesquisa Origem e Destino, etapa central da revisão do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável.
A ação começou em 18 de maio de 2026 e busca mapear como moradores se deslocam entre casa, trabalho, estudo e serviços, com entrevistas feitas por equipes identificadas.
Segundo a administração municipal, a pesquisa integra a atualização oficial do PlanMob e deve orientar decisões futuras sobre circulação, transporte coletivo e infraestrutura viária.
O que muda com a nova etapa
Diferentemente de obras pontuais ou bloqueios temporários, a iniciativa mira a estrutura do trânsito de Florianópolis. O foco agora é entender padrões reais de deslocamento na capital.
O estudo é conduzido pela FIPE em parceria com a Secretaria Executiva de Operações de Mobilidade, além de áreas de infraestrutura e planejamento urbano do município.
A prefeitura informou que os dados coletados vão embasar propostas técnicas para melhorar fluidez, integração entre modais e acessibilidade urbana.
- trajetos mais frequentes da população;
- horários de pico por região;
- dependência do carro particular;
- demanda potencial por ônibus, bicicleta e caminhada.

Por que isso afeta o trânsito em Floripa
O diagnóstico pode influenciar intervenções futuras em corredores, linhas de ônibus, travessias e conexões entre bairros com maior pressão viária.
Na base conceitual da prefeitura, o automóvel individual concentra grande impacto diário nas pontes, enquanto modais coletivos são tratados como eixo para reduzir congestionamentos.
Isso coloca a pesquisa como uma peça estratégica para decisões de médio prazo, especialmente em uma cidade marcada por gargalos de acesso entre Ilha e Continente.
- As equipes visitam domicílios selecionados.
- Os moradores informam seus deslocamentos cotidianos.
- Os dados são consolidados tecnicamente.
- O município transforma os resultados em diretrizes do novo plano.
Próximos passos do município
A revisão do PlanMob ocorre dentro de uma estrutura mais ampla de governança urbana e mobilidade.
Também cabe ao Conselho Municipal de Mobilidade Urbana acompanhar e avaliar ações do sistema, incluindo circulação viária e integração de modais.
Para motoristas e passageiros, o efeito imediato ainda é indireto. Mas a coleta iniciada em maio pode definir as prioridades do trânsito em Floripa nos próximos anos.
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