Florianópolis chega ao fim desta semana com um retrato misto da balneabilidade. O relatório mais recente do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina, atualizado com coletas entre 5 e 7 de outubro, mostra que a capital ainda concentra vários pontos impróprios.
No recorte do município, o sistema lista 94 pontos monitorados em Florianópolis. Desses, 46 aparecem como próprios para banho, o que deixa 48 locais entre impróprios ou indeterminados.
Na prática, o resultado indica que só 48,9% dos pontos avaliados estavam liberados. Em plena reta final de outubro, o dado pressiona moradores, setor turístico e poder público às vésperas do aumento da circulação nas praias.
Onde a água aparece própria e onde o sinal é de alerta
Entre os locais com condição favorável, o painel do IMA aponta trechos como Jardim Atlântico, Balneário, Matadouro, Saudade, Meio, Bom Abrigo e parte de Cacupé.
Também aparecem como próprios alguns pontos de Canasvieiras, Ingleses, Lagoa da Conceição, Tapera, José Mendes e Beira-Mar Norte, além de um trecho de Cachoeira do Bom Jesus.
Já a lista de alerta segue extensa. Entram nela pontos de Santo Antônio de Lisboa, Sambaqui, Daniela, Jurerê, Ponta das Canas, Praia Brava, Joaquina, Campeche e vários trechos da Lagoa.
- Pontos próprios: 46
- Pontos impróprios ou indeterminados: 48
- Total monitorado: 94 locais

Bairros turísticos e áreas tradicionais seguem sob pressão
O relatório chama atenção porque atinge áreas muito frequentadas por moradores e visitantes. No Norte da Ilha, trechos de Jurerê, Daniela, Ponta das Canas e Brava continuam com marcação desfavorável.
No Leste, aparecem restrições em partes da Barra da Lagoa, Joaquina e Campeche. Na região da Lagoa da Conceição, o mapa mistura pontos liberados com outros ainda fora do padrão.
No Sul, a Armação, o Pântano do Sul e a Solidão também registram áreas que exigem cautela. O quadro reforça a necessidade de consulta prévia antes de entrar no mar.
- Verificar a placa no local
- Consultar o painel oficial antes da saída
- Evitar banho após chuva forte
- Redobrar atenção em foz de rios e lagoas
O que o dado representa para a cidade
Balneabilidade ruim não afeta apenas lazer. O indicador pesa sobre saúde pública, imagem turística e rotina econômica de bairros que dependem diretamente do movimento nas praias.
Segundo o próprio sistema oficial de balneabilidade do IMA, a classificação considera análises periódicas da água e serve como referência para banhistas em todo o litoral catarinense.
Com a temporada se aproximando, o tema deve ganhar ainda mais centralidade. A tendência é de cobrança por fiscalização, saneamento e divulgação rápida dos boletins, como prevê a consulta pública de balneabilidade em Santa Catarina.
Para Florianópolis, o recado do boletim mais recente é direto: a capital mantém praias liberadas, mas ainda convive com um mapa fragmentado e sensível em áreas estratégicas.
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Editor: Marcelo Menezes
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