Engenharia no Brasil evolui com tecnologia e BIM em 2026

O levantamento feito pela AltoQi evidencia uma transformação significativa no mercado da engenharia brasileira. A 6ª edição da Pesquisa de Precificação de Projetos no Brasil 2026 mapeou a evolução dos valores relacionados ao desenvolvimento de projetos técnicos.

A pesquisa e seus resultados

O estudo, realizado entre fevereiro e março de 2026, coletou dados de 886 profissionais de engenharia e arquitetura em todo o Brasil. A pesquisa analisou mais de 6 mil orçamentos de projetos, revelando um aumento na valorização do conhecimento técnico e soluções especializadas.

Felipe Althoff, CEO da AltoQi, destacou que o mercado está amadurecendo. Um projeto bem desenvolvido é reconhecido como um meio para reduzir desperdícios e evitar retrabalho, impactando diretamente nos custos da obra.

O crescimento da metodologia BIM

A pesquisa identificou um crescimento expressivo da metodologia BIM, com 72,01% dos profissionais utilizando-a atualmente. Esse número cresceu significativamente em relação a 2021, quando 47,3% dos entrevistados a utilizavam, indicando uma mudança na lógica de valor na engenharia.

Lucas Guedes, da SOS BIM, ressaltou como a metodologia alterou a perspectiva sobre o que é vendido, focando na entrega de inteligência para as obras. Isso leva clientes a perceberem projetos técnicos como investimentos estratégicos, não apenas exigências documentais.

Valorização de projetos comerciais

A pesquisa também mostrou que projetos comerciais possuem os maiores valores médios por metro quadrado em todas as disciplinas analisadas. Por exemplo, os projetos estruturais comerciais atingiram uma média de R$ 34,5/m², o dobro dos projetos residenciais unifamiliares.

A média nacional para projetos hidrossanitários em empreendimentos comerciais foi de R$ 15,6/m², enquanto projetos elétricos alcançaram R$ 15,1/m². Este crescimento se relaciona ao aumento da complexidade técnica exigida nas edificações corporativas.

A complexidade na definição de preços

Outro achado importante foi a mudança na percepção sobre o que impacta a definição de preços. Elementos como subsolos e sistemas especiais agora influenciam diretamente os valores, evidenciando uma nova mentalidade entre os profissionais do setor.

Anamelia Adriano, da On.We Engenharia, afirmou que a complexidade é um dos fatores principais além da metragem. Essa visão é compartilhada por outros diretores de engenharia, que consideram a especialização essencial para a definição de valores viáveis dos projetos.

Experiência dos profissionais do setor

A análise da pesquisa também apontou um mercado com profissionais mais experientes. Quase 40% dos participantes têm mais de 10 anos de experiência, e 77,09% atuam em várias disciplinas de engenharia.

Outra informação relevante é que 46,95% dos respondentes trabalham como projetistas autônomos. Escritórios de engenharia representam 36,91%, mostrando um setor que se torna cada vez mais interligado e estratégico.

Conclusão sobre a evolução da engenharia

O Sudeste se destacou como a região com os maiores valores médios em precificação. A pesquisa da AltoQi reflete como os diferentes contextos econômicos e a maturidade do mercado estão influenciando a valorização dos serviços de engenharia no Brasil.

O relatório conclui que a engenharia está se tornando mais tecnológica, especializada e estratégica, com uma demanda crescente por profissionais qualificados que consigam oferecer previsibilidade e eficiência nas obras.

Redação Notícias Floripa
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