
Um manifesto assinado por 15 entidades de Florianópolis cobra soluções para o prédio da antiga rodoviária. O documento foi divulgado pela CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) na quarta-feira (11). O texto cita que o imóvel cumpriu um papel importante na mobilidade urbana e na vida dos catarinenses ao longo de décadas, mas se encontra abandonado, gerando “impactos diretos na segurança, no comércio e na dinâmica urbana da região”.
“A permanência de um imóvel de grande porte como esse, sem função social em um ponto estratégico da cidade cria um ambiente de insegurança, afasta a circulação de pessoas e compromete o funcionamento das atividades econômicas do Centro”, destaca o manifesto.
O documento não cita uma solução definitiva, como demolir, reformar ou transformar o local, mas defende uma destinação “alinhada ao planejamento urbano da cidade e ao interesse coletivo”.
“Decidir o destino desse espaço é uma medida necessária e urgente para fortalecer a segurança urbana, preservar a vitalidade econômica do Centro e garantir um ambiente mais adequado para quem vive, trabalha e empreende na região”, destacam as entidades.
Uma vistoria dos Bombeiros em agosto de 2024 detectou diversas falhas elétricas e estruturais, como infiltrações, rachaduras, ausência de itens de segurança contra incêndios. Em julho de 2025, a Justiça bloqueou a possibilidade de demolição, exigindo um estudo técnico sobre o valor histórico, cultural e artístico do prédio antes de qualquer medida. Em 21 de agosto, a Justiça manteve a decisão de não demolir o prédio, com o argumento de que era necessário um estudo sobre o valor histórico e cultural do local.
O MPSC entrou com um novo pedido no TJSC pela demolição do imóvel, em conjunto com a prefeitura, solicitando a realização de uma perícia técnica para avaliar as condições estruturais e o valor histórico do imóvel.
Deixe o seu comentário!