
Chegou o dia da sentença final de uma novela que o torcedor do Figueirense deve estar exausto de acompanhar. Foram quase dois meses desde a estreia no Campeonato Catarinense, mas são tantos acontecimentos neste período que passa a impressão de que a temporada começou há mais tempo. Nesta sexta-feira (6), a saga termina. O confronto que define se o Furacão permanece ou não na elite é diante do Carlos Renaux, no estádio Orlando Scarpelli.
O Alvinegro conseguiu um feito na temporada que não acontecia desde as duas primeiras rodadas, quando sentiu o sabor de liderar a classificação geral no estadual. O clube venceu dois jogos consecutivos: o primeiro no Quadrangular do Descenso, diante do JEC; e o mais recente, o triunfo contra o Azuriz, pela Copa do Brasil.
Para o volante Jean Mangabeira, que concedeu entrevista coletiva no CFT do Cambirela, em Palhoça, o time mostrou evolução nos últimos jogos: “Na fase em que a gente está, temos trabalhado mais e falado menos. Dá para notar uma evolução da equipe pelos nossos treinamentos e pela intensidade que o Zanardi cobra em campo. Evoluímos desde o jogo contra o Marcílio, que perdemos dentro de casa. Mudamos a postura e estamos com um time mais aguerrido. Vamos até o final buscar o resultado. O jogo de amanhã (contra o Carlos Renaux) é de suma importância e vamos encarar como foram os outros jogos”, disse.
Fato é que o Furacão não depende apenas de si para escapar do rebaixamento. Além de vencer, o time precisa “ligar o secador” no máximo na partida que acontece simultaneamente ao jogo no Scarpelli. Na ocasião, apenas uma vitória do JEC, fora de casa, sobre o Marcílio Dias salva o Figueira. Mas não para por aí: os placares não podem ser mínimos. Isso porque o Marinheiro tem dois gols de saldo a mais e, com um triunfo simples, os clubes empatariam no critério, mas o time de Itajaí leva vantagem pelos gols feitos no Quadrangular.
Ou seja, para se livrar, o Figueirense precisa vencer por dois ou mais gols de diferença ou contar com uma vitória do Joinville nas mesmas circunstâncias. O Furacão deve manter a base do elenco que venceu os últimos jogos. No entanto, o time passou por várias mudanças entre os titulares desde o começo do Catarinense. Considerando atletas no departamento médico, saídas e chegadas, as alterações foram “radicais” desde a primeira partida na competição. Pegando a estreia contra o JEC como referência, são nove atletas diferentes entre os 11 iniciais da partida diante do Azuriz. Apenas Arthur Henrique e Igor Bolt estiveram em campo nas duas ocasiões. Jean Mangabeira falou um pouco sobre essas mudanças no elenco: “Primeiro, falar das chegadas de atletas: é natural, ainda mais porque o nosso grupo não vinha entregando o resultado esperado. Acredito que vamos ganhar muito com esses atletas que chegaram, junto com os remanescentes que já estavam. Nada supera o trabalho. Como equipe, abraçamos a causa e estamos acreditando nas ideias propostas pelo Zanardi”, afirmou.
O Carlos Renaux chega com o mesmo objetivo: se livrar do rebaixamento e secar o Marcílio Dias. Na tabela, a situação é mais tranquila, pois tem os mesmos 10 pontos. Fazendo sua parte e com um empate do Marinheiro, a equipe escapa. Para depender apenas de si, o Vovô precisa aplicar uma goleada de pelo menos quatro gols de diferença, além de os atuais líderes vencerem por um placar simples.
FIGUEIRENSE X CARLOS RENAUX – FICHA TÉCNICA
FIGUEIRENSE: Fabrício; Léo Maia, Lucas Dias, Jhonnathan e Wesley (Leonan); Rafinha Potiguar, Jean Mangabeira e Arthur Henrique; Igor Bolt, Arthur Martins e Kayke. Técnico: Márcio Zanardi.
CARLOS RENAUX: Edson; Arouca, Tiago Santana, Rocha e Yago; Carré, Ruan e MT; Mococa, Cássio e Erverson. Técnico: André Horta.
ARBITRAGEM: Gustavo Ervino Bauermann, auxiliado por Gizeli Casaril e Clair Dapper. VAR: Heber Roberto Lopes.
ONDE ASSISTIR: SportyNet.
LOCAL: Estádio Orlando Scarpelli.
HORA: 20h.
DATA: 6/3/2026
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