Florianópolis entrou no radar da conta de luz em Santa Catarina após a ANEEL marcar para 18 de junho uma audiência pública sobre a revisão tarifária da Celesc. A sessão será no Centro da capital.
O encontro ocorre em meio à proposta de reajuste que pode afetar consumidores residenciais, baixa tensão e alta tensão. A revisão discutida agora vale para toda a área atendida pela distribuidora.
A agência informou que a audiência começa às 14h, com credenciamento a partir das 13h30, na FCDL, na Rua Almirante Alvim, 528, no Centro de Florianópolis.
O que a ANEEL propõe para a Celesc
Segundo a agência, a proposta apresentada à consulta pública prevê reajuste de 9,36% para consumidores residenciais do tipo B1.
Para os consumidores cativos, a ANEEL detalhou impacto médio de 9,32% na baixa tensão e de 16,91% na alta tensão.
O efeito médio calculado para o conjunto dos consumidores ficou em 11,77%, de acordo com a nota publicada pela reguladora federal em 11 de junho.
A Celesc atende aproximadamente 3,56 milhões de unidades consumidoras, número citado pela própria ANEEL ao justificar a relevância da audiência em Florianópolis.
- Residencial B1: 9,36%
- Baixa tensão média: 9,32%
- Alta tensão média: 16,91%
- Efeito médio total: 11,77%

Como será a audiência em Florianópolis
A audiência integra a Consulta Pública nº 14/2026 e foi aberta para receber manifestações presenciais e contribuições técnicas dos interessados.
Na prática, Florianópolis sediará a etapa presencial de um processo que antecede a decisão final sobre quanto a tarifa poderá subir a partir de agosto.
A própria agência informou que os índices definitivos devem vigorar nas contas de energia a partir de 22 de agosto de 2026, após análise das sugestões recebidas.
As contribuições da consulta ficam abertas até 13 de julho, o que amplia a janela para pressão de consumidores, empresas e entidades setoriais.
- Credenciamento no local a partir das 13h30.
- Início da sessão às 14h.
- Recebimento de manifestações e contribuições.
- Análise técnica da ANEEL após a consulta.
- Definição final com vigência prevista em 22 de agosto.
Por que a discussão importa para consumidores
A revisão tarifária periódica redefine receitas da distribuidora e costuma afetar diretamente o orçamento doméstico, os custos do comércio e a conta de energia da indústria.
Em Santa Catarina, o debate ganha peso porque a Celesc tem sede na capital e opera em praticamente todo o estado, o que transforma a audiência local em tema estadual.
Para o consumidor, o ponto central é entender como percentuais médios se convertem na fatura mensal. Isso varia conforme classe, perfil de consumo e incidência de encargos.
O tema também se conecta ao ambiente regulatório do setor elétrico, onde a tarifa reúne compra de energia, transmissão, distribuição e encargos setoriais.
Se não houver mudanças relevantes após a consulta, a discussão iniciada em Florianópolis poderá resultar em uma das decisões econômicas mais sensíveis do inverno catarinense.
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