Florianópolis aprova novo plano urbano para Coqueiros e Estreito

Publicado por Marcelo Neves em 14 de junho de 2026 às 10:49. Atualizado em 14 de junho de 2026 às 10:49.

A Prefeitura de Florianópolis colocou em evidência um novo eixo de planejamento urbano na região continental. O projeto mira Coqueiros e Estreito com foco em calor extremo, alagamentos e mobilidade.

Segundo a proposta municipal, a intervenção cobre 399 hectares e combina infraestrutura verde, travessias mais seguras e soluções para drenagem urbana. O material foi publicado no fim de maio.

O desenho prevê que a área entre Coqueiros e Estreito receba 16 corredores verdes em 24,9 quilômetros de vias qualificadas, conectando equipamentos públicos e áreas de lazer.

O que o projeto prevê na prática

A proposta foi selecionada pelo programa Acelerador de Soluções para o Calor Urbano, ligado ao WRI Brasil com apoio da Google.org.

O objetivo central é reduzir ilhas de calor e melhorar o conforto térmico em uma área hoje marcada por baixa cobertura arbórea e barreiras à mobilidade ativa.

Entre os números já divulgados, o município projeta 13 novas áreas verdes de lazer e a qualificação de outras 20 áreas existentes.

  • 16 corredores verdes
  • 81 parklets verdes
  • 19,6 hectares de vias arborizadas
  • 1 nova transposição da BR-282
  • 7 travessias existentes requalificadas

O pacote também inclui intervenções em 13 edifícios públicos e 31 pontos de ônibus para mitigar calor urbano.

Morar em Florianópolis: transformações urbanas em Coqueiros e Estreito aprovadas
Foto: Divulgação / Tratada com IA

Como a cidade espera enfrentar calor e alagamentos

O plano não trata apenas de paisagismo. A prefeitura incluiu estruturas voltadas ao controle da água e à redução de impactos climáticos recorrentes.

Estão previstos 1 wetland de 5 mil metros quadrados, cinco jardins filtrantes e uma bacia de retenção, além de dezenas de jardins de chuva.

De acordo com o documento, a expectativa é alcançar uma política urbana articulada com sustentabilidade e economia circular, ampliando a resiliência da região continental.

  • Redução da temperatura média da área em 1,3°C
  • Queda de até 2,5°C nos corredores verdes
  • Mitigação estrutural de alagamentos
  • Melhora da qualidade da água
  • Estímulo à mobilidade ativa

A prefeitura afirma que mais de 23 mil moradores devem ser beneficiados diretamente pelas intervenções previstas no dossiê.

Próximos passos e impacto urbanístico

O projeto ainda não está em fase de obra. As próximas etapas incluem estudos complementares, projetos executivos, licenciamento e captação de recursos.

Na prática, isso significa que o cronograma dependerá de governança, financiamento e compatibilização com outras frentes urbanas em andamento na capital.

Esse movimento ocorre num momento em que a própria plataforma municipal mantém novos Estudos de Impacto de Vizinhança em análise em diferentes bairros, mostrando pressão contínua sobre o território.

Ao apostar na faixa continental, Florianópolis sinaliza uma mudança de escala. Em vez de ações pontuais, a prefeitura tenta estruturar uma intervenção urbana integrada.

Se sair do papel como planejado, o projeto pode virar referência local de adaptação climática. Mas o teste real começará quando metas, recursos e execução forem colocados lado a lado.

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