Florianópolis entra nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026, no centro de um debate ambiental que mira um dos temas mais sensíveis da capital: a degradação das baías Norte e Sul.
O IFSC Câmpus Florianópolis realiza às 19h a mesa redonda “As Águas Pedem Voz”, com foco em poluição, monitoramento e recuperação dos ecossistemas costeiros da Grande Florianópolis.
O encontro também ganhou peso político e tecnológico porque marca o lançamento de duas ferramentas voltadas à leitura pública da qualidade da água e à pressão por respostas institucionais.
IFSC coloca baías no centro da agenda ambiental
Segundo o IFSC, o debate foi organizado para discutir a degradação das baías Norte e Sul e abrir espaço para propostas concretas de preservação.
A programação prevê mediação do deputado estadual Marquito, presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Alesc.
Também participam o professor Paulo Horta, da UFSC, e o deputado federal Pedro Uczai, em uma mesa que conecta ciência, política pública e educação.
A escolha do tema amplia a pressão sobre o poder público em uma cidade onde a relação entre urbanização, saneamento e uso costeiro segue no centro das disputas ambientais.
- Evento gratuito
- Horário previsto: 19h
- Local: auditório do IFSC Câmpus Florianópolis
- Foco: baías Norte e Sul

Lançamento de boias e plataforma amplia monitoramento
O principal anúncio do evento é o lançamento oficial das Boias de Monitoramento Ambiental, descritas pelo IFSC como protótipos funcionais de telemetria hídrica.
Esses equipamentos foram desenvolvidos no Departamento Acadêmico de Eletrônica e devem ajudar a coletar dados sobre as condições das águas em tempo real.
Junto delas, será apresentado o Portal Hydra, definido pela instituição como uma plataforma web aberta para reunir, organizar e expor dados sobre baías e lagoas.
Na prática, a proposta tenta reduzir uma lacuna histórica: a dificuldade de transformar percepção de poluição em informação pública, comparável e acessível.
- Boias para telemetria hídrica
- Portal aberto para visualização de dados
- Uso de tecnologia aplicada ao território
- Base para fiscalização e participação social
Evento se conecta ao Mês do Ambiente da Alesc
A iniciativa não ocorre isoladamente. A programação oficial do Mês do Ambiente 2026 da Alesc incluiu o encontro entre as 62 atividades cadastradas em 21 municípios catarinenses.
No calendário divulgado pela Assembleia, “As Águas Pedem Voz” aparece como ação voltada à discussão sobre poluição, monitoramento ambiental e recuperação costeira.
Esse enquadramento amplia o alcance político do debate e insere Florianópolis em uma agenda estadual guiada por justiça climática e áreas protegidas.
A presença da pauta no cronograma legislativo indica que a situação das baías deixou de ser apenas um problema técnico ou local.
Campanha quer transformar debate em cobrança permanente
De acordo com o IFSC, o encontro também deve marcar o início da campanha “Baía Transparente” e a articulação de uma comissão intersetorial.
O objetivo é encaminhar ao MEC uma proposta de programa nacional ligada a território, sustentabilidade e participação na Rede Federal.
Em outra frente recente, a Alesc já havia destacado o evento sobre as baías na agenda ambiental de junho, reforçando sua relevância institucional.
Se conseguir manter dados públicos e mobilização contínua, a iniciativa pode transformar uma discussão recorrente em cobrança permanente por saneamento, controle e recuperação ambiental em Florianópolis.
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