A Polícia Civil de Santa Catarina e a Polícia Rodoviária Federal ampliaram a ofensiva contra corridas ilegais na Grande Florianópolis após a Operação Grau Zero atingir endereços de investigados em quatro cidades.
A ação, realizada em 29 de abril, teve reflexos diretos na capital por mirar crimes praticados em rodovias federais da região metropolitana e no entorno do Contorno da BR-101.
Segundo a PRF, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, com foco em suspeitas de racha, organização criminosa e lavagem de dinheiro ligadas ao uso de motocicletas.
O que a Operação Grau Zero encontrou
De acordo com a PRF, a investigação alcançou Biguaçu, Palhoça, Antônio Carlos e Itapema, mas o eixo do caso envolve disputas ilegais que afetam a circulação na Grande Florianópolis.
O material oficial informa que seis motos, motores, peças e celulares foram apreendidos durante o cumprimento das ordens judiciais.
As autoridades afirmam que os equipamentos recolhidos passarão por perícia técnica. Os celulares também serão submetidos à extração de dados para confirmar a dinâmica dos crimes investigados.
A operação contou com apoio da Guarda Municipal de São José e da Polícia Militar, além da atuação conjunta entre PRF e Polícia Civil.
- 5 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
- 4 investigados são alvos diretos das ordens judiciais.
- 6 motocicletas foram recolhidas para perícia.
- Celulares e peças mecânicas também entraram na investigação.

Por que o caso interessa diretamente a Florianópolis
Embora os mandados tenham sido executados fora da ilha, a apuração trata de corridas ilegais em rodovias federais usadas diariamente por moradores da capital e da região metropolitana.
A PRF declarou que o trabalho começou em janeiro de 2026, quando o órgão passou a intensificar o combate aos chamados rachas no Contorno da BR-101.
Esse ponto é estratégico para Florianópolis porque concentra deslocamentos entre a capital, São José, Palhoça e Biguaçu, com forte circulação de trabalhadores, cargas e serviços.
O avanço da investigação sugere que o problema deixou de ser apenas infração de trânsito e passou a ser tratado como estrutura criminosa com possível financiamento e articulação.
Principais suspeitas investigadas
Os investigadores trabalham com um conjunto de crimes mais amplo do que a direção perigosa em si, o que eleva o peso jurídico do caso.
- Promoção e participação em rachas.
- Atuação em organização criminosa.
- Possível lavagem de dinheiro.
- Uso de motos e peças em provas clandestinas.
Impacto sobre mobilidade e segurança viária
O endurecimento contra corridas ilegais ocorre num momento em que Florianópolis já convive com intervenções urbanas, obras localizadas e mudanças temporárias de circulação em vários bairros.
No boletim municipal desta sexta-feira, a prefeitura registra impactos parciais em vias de bairros como Lagoa da Conceição, Canasvieiras, Ribeirão da Ilha e Costeira do Pirajubaé, além de programação especial na região da Ponte Hercílio Luz.
Em cenários assim, disputas clandestinas em rodovias e acessos metropolitanos aumentam o risco para motoristas que já enfrentam trechos com manutenção, drenagem e circulação alterada.
A resposta policial também mira um efeito preventivo: retirar veículos suspeitos de uso em rachas antes que novos episódios provoquem acidentes graves.
- A PRF iniciou o monitoramento reforçado em janeiro.
- As informações foram aprofundadas pela Polícia Civil.
- A Justiça autorizou buscas contra suspeitos identificados.
- Agora, o inquérito caminha para conclusão e indiciamentos.
O que pode acontecer a partir de agora
A corporação informou que o inquérito está em fase de conclusão, com autores devidamente identificados e expectativa de indiciamentos após análise do material apreendido.
O próximo passo depende da perícia sobre motos, motores, peças e conteúdo dos celulares, etapa considerada decisiva para confirmar vínculos entre participantes e eventuais financiadores.
Paralelamente, o contexto regional exige atenção extra porque a Defesa Civil catarinense alertou que a Grande Florianópolis teria mar agitado ao longo desta sexta-feira, com risco moderado para navegação e atividades náuticas, reforçando um quadro geral de cautela na mobilidade.
Para moradores da capital, o caso sinaliza uma mudança de escala: os rachas deixaram de ser tratados só como imprudência isolada e passaram ao centro de uma investigação criminal estruturada.
Se os indícios forem confirmados, Florianópolis e seu entorno podem ver novas fases da operação, mais apreensões e responsabilização penal mais pesada dos envolvidos.
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